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William perde pênalti, e Botafogo derruba série invicta de 20 jogos do Palmeiras

William perde pênalti, e Botafogo derruba série invicta de 20 jogos do Palmeiras
O Palmeiras, de Wesley, teve mais uma partida apática no Engenhão. Foto: Cesar Greco/Agência Palmeiras

Vamos, Botafogo! O grito vindo do banco de reservas, assim que o apito para o início do segundo tempo começou, seria uma premonição no Engenhão. Foi um sopro que rendeu frutos com somente quatro minutos. Dois gols relâmpagos que serviriam para o time carioca acabar com a impressionante série invicta de 20 jogos do Palmeiras ao ganhar por 2 a 1. Willian diminuiu, sofreu e desperdiçou um pênalti no fim que poderia garantir ao menos um ponto no Rio.

Depois de um primeiro tempo sonolento, o Palmeiras voltou para a etapa final desligado e, logo com 53 segundos, pagou caro pela falta de concentração. Kevin cruzou rasteiro e Pedro Raul se antecipou para desviar as redes. Felipe Melo esbravejou, mas não acompanhou o atacante.

Para piorar a situação, em cobrança de falta errada de Victor Luís, a bola bateu em Pedro Raul, a aposta de Bruno Lazaroni para o jogo, e sobrou para Caio Alexandre. O auxiliar marcou o impedimento e os palmeirenses tinham certeza da irregularidade. Porém, após quatro minutos de consulta ao VAR, o gol foi confirmado e desestabilizou os visitantes.

Em quatro minutos, o Palmeiras – que quase nada havia sofrido – tinha enorme prejuízo pela frente. Precisava colocar os nervos no lugar e mostrar força. Até diminuiu, com Willian, que seria um personagem a parte na reta final do jogo.

O atacante apareceu livre aos 38 minutos e levou uma solada de Diego Cavalieri. Mais uma vez o VAR mudaria uma marcação em campo. O auxiliar deu impedimento do palmeirense, mas a posição era legal. Pênalti. Willian assumiu a cobrança e parou no goleiro.

Foi um dia sem sorte de Vanderlei Luxemburgo com seus atacantes. O técnico optou por manter o trio ofensivo com Wesley, Rony e Willian. A ideia era explorar o que deu muito certo nas duas últimas vitórias, contra Bolívar (5 a 0) e Ceará (2 a 1).

Se, nos dois jogos anteriores, os atacantes produziram bastante, no primeiro tempo do Engenhão quase passaram despercebidos. Wesley só apareceu ao levar cartão amarelo numa falta boba no fim da etapa. Willian teve a grande chance em 45 minutos, mas a bola raspou a trave.

O Palmeiras que havia reencontrado o caminho das vitórias com futebol de grande intensidade não deu as caras no primeiro tempo. Porém, também quase não foi ameaçado em um início bastante sem graça e de emoção zero.

Necessitando desesperadamente de um triunfo, Bruno Lazaroni ousou com escalação de dois centroavantes. Porém, seu Botafogo é bem limitado e Pedro Raúl e Matheus Babi limitaram-se a criar apenas um bom lance.

No jogo do sono, foi duro achar boa chance. Patrick de Paula assustou em um chute rasteiro e Willian lamentou muito sua “casquinha” não entrar após cobrança de escanteio de Raphael Veiga. Diego Cavalieri tirou com os olhos, pois não tinha o que fazer no lance.

Pouco para equipes que prometiam buscar a vitória para “colar nos líderes”, caso palmeirense, e “fugir da degola” do lado botafoguense. Os técnicos fariam milagres nós vestiários?

O Botafogo voltou ligado e, em menos de um cinco minutos, já vencia por 2 a 0. Pedro Raul abriu o placar com somente 53 segundos. Caio Alexandre, após quase quatro minutos de análise do VAR, fez o segundo.

Jaílson, muito irritado com a marcação do gol – bastante questionável, pois Caio Alexandre parece avançado -, levou cartão amarelo e esbravejou muito.

Antes mesmo da confirmação do segundo gol, e descontente com a volta apática do Palmeiras, Luxemburgo já chamou três jogadores para mudar o time: Ramires, Zé Rafael e Gabriel Veron entraram.

O Palmeiras demorou para se acalmar com o lance questionável. Foram quase 25 minutos de erros de passe e nervosismo. Até sobrar uma bola desviada para Willian diminuir aos 31. Ainda viria o pênalti que o atacante desperdiçou e um show de cartões amarelos para todo lado.

O Palmeiras perdeu depois de muito tempo e agora tentará colocar a cabeça no lugar para buscar a reabilitação diante do São Paulo, clássico marcado para o Alianz Parque, no sábado. Por outro lado, o Botafogo festejou um triunfo após dez rodadas no Brasileirão.

BOTAFOGO 2 x 1 PALMEIRAS

Gols: Pedro Raul, aos 53 segundos; Caio Alexandre, aos 4, e William, aos 31 minutos do segundo tempo. Árbitro: Rodolpho Toski Marques (PR). Estádio: Engenhão, no Rio (RJ).

BOTAFOGO

Diego Cavalieri; Kevin, Marcelo Benevenuto, Kanu e Victor Luís; Rafael Forster (Kalou), Caio Alexandre (David Souza), Honda (Rentería) e Rhuan (Guilherme Santos); Pedro Raul (Warlley) e Matheus Babi. Técnico: Bruno Lazaroni.

PALMEIRAS

Jaílson; Marcos Rocha, Felipe Melo, Luan e Mayke (Gustavo Scarpa), Patrick de Paula (Ramires), Bruno Henrique (Zé Rafael), Raphael Veiga (Lucas Lima), Rony (Gabriel Veron), William e Wesley. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

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