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Wagner Santana é reeleito presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

Wagner Santana é reeleito presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
Trabalhador na Volkswagen, Wagnão assumiu a presidência do sindicato em junho de 2017. Foto: Anderson Amaral/Especial para o DR

Wagner Santana, o Wagnão, 58 anos, foi reeleito pre­­siden­te do Sindicato dos Me­­talúrgi­cos do ABC para o triê­nio 2020-2023. A chapa única, enca­be­çada pelo dirigente, rece­beu 97,7% dos votos válidos.

A apuração do 2º tur­no ocorreu ontem (26) pela ma­nhã. Se­gundo o sindicato, mais de 50% dos cerca de 30 mil associa­dos votaram na eleição virtual, a primeira nesse forma­to na história da entidade.

Além do presidente, foram eleitos no 2º turno os conse­lhos Exe­cutivo e Fiscal, que somam 27 integrantes.

A eleição no sindicato foi interrompida em março, antes da adoção das medidas de isolamento social, após a rea­lização do 1º turno. Naquela oportunidade foram eleitos os 193 integrantes dos Comitês Sindi­cais de Empresa (CSEs) e os seis membro do Comitê Sindical de Aposentados. Todos integram a diretoria plena.

“Dentro das dificulda­des do momento, com o distan­cia­men­to social e o metalúrgico afastado das fábricas, o resultado (quórum) foi bom. O trabalhador te­ve toda a facilidade para votar da melhor forma possível”, afirmou o presidente da comissão eleitoral, Wagner Luiz de Freitas.

Participaram da votação on­line o ex-presidente Luiz Iná­cio Lula da Silva, o ex-prefeito de São Bernardo Luiz Ma­rinho (PT) e o deputado fe­­deral Vi­cente Paulo da Silva, o Vicen­tinho (PT-SP), que iniciaram suas trajetórias políticas na presidência do sindicato.

A posse da nova diretoria deve ocorrer no próximo mês.

PERFIL

Trabalhador na Volkswagen, Wagnão assumiu o sindi­cato em junho de 2017 em subs­­titui­ção a Rafael Marques, que ocupava o cargo desde 2013.

Sob seu mandato, em abril de 2018, o sindicato ganhou os holofotes do país por dois dias ao abrigar Lula, antes de o petista se entregar à Polícia Fede­ral pa­ra cumprir mandado de prisão expedido contra ele pelo en­tão juiz federal Sérgio Moro.

Também em seu mandato, em fevereiro de 2019, a Ford anunciou o fechamento da fá­­brica de São Bernardo – a pro­dução foi encerrada em ou­tubro do mesmo ano. Cerca de 1,8 mil dos 2,8 mil trabalhadores da unidade foram demitidos. O imbróglio teve prosseguimento na semana passada, com o anúncio da venda da fábrica à construtora São José.

O momento da categoria é um dos mais delicados de sua história. Devido ao novo coronavírus, mais da metade dos cerca de 68 mil trabalhadores que compõem sua base (espalha­da por São Bernardo, Diade­ma, Ribeirão Pires e Rio Gran­de da Serra) fecharam acordos amparados na Medida Provisória (MP) 936 com o objetivo de pre­servar em­pregos e minimizar os impactos da pan­de­mia.

“Sinceramente não conheço outro momento na história dos metalúrgicos em que a classe trabalhadora estivesse em uma situação tão difícil, com tantas incertezas na cabeça, com tão pouca esperança e tanta gente com medo de perder o emprego”, escreveu Lula.

Entre as iniciativas apoi­adas pelo sindicato durante a crise sanitária e econômica está a proposta de conversão das indústrias da re­gião, de forma que passem a produzir itens essen­ciais ao combate à covid-19, como máscaras e respirado­res.

O sindicato retomou ainda o apoio à adoção de um programa de renovação da fro­ta, também defendido pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

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