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Volpi prepara relatório com 40 processos contra gestão Kiko

Volpi: “tenho de negociar até para comprar o kit intubação”. Foto: Reprodução/Facebook
Volpi: “tenho de negociar até para comprar o kit intubação”. Foto: Reprodução/Facebook

Por Wilson de Sá especial para o Diário Regional

A dívida de Ribeirão Pires com fornecedores da Secretaria da Saúde supera os R$ 15 milhões, segundo informou o prefeito Clóvis Volpi (PL) ao Diário Regional. O débito representa 32,3% dos R$ 46,5 milhões destinados ao custeio da Saúde, conforme previsto no orçamento do setor para 2021. Desse total, R$ 11,5 milhões são dívidas da cidade com fornecedores de medicamentos.

De acordo com o prefeito, a dívida foi deixada pelo ex-prefeito Adler Teixeira, o Kiko (PSDB). Além de débitos relacionados a medicamentos, o ex-prefeito teria deixado dívidas com a compra de oxigênio, ar-condicionado, entre outras, que somam R$ 3,5 milhões.

Volpi afirmou que está preparando relatório com 40 processos, com bases consistentes, e ainda nesta semana vai apresentá-lo ao Ministério Público. “Só com uma farmácia em Rio Grande da Serra Kiko gastou R$ 1,8 milhão”, ressaltou. “Agora tenho de negociar até para conseguir comprar o kit intubação”, disse.

Volpi destacou, ainda, que o estoque de medicamentos que compõem o denominado kit intubação está baixo e que teme desabastecimento.

ORÇAMENTO

O orçamento da Secretaria de Saúde para 2021 é de R$ 93,3 milhões, sendo que cerca de 50% desse valor, ou R$ 46,5 milhões, são gastos com a folha de pagamentos. A outra metade é para custeio da pasta.

“Na Secretaria de Saúde não pagaram nada e, agora, estou tentando acordo com mais de 30 fornecedores para a cidade não parar”, afirmou Volpi.

Kiko contestou a afirmação. O ex-prefeito disse que, na verdade, os fatos falam por si e, em 2020, a cidade foi reconhecida por ser uma das que mais teve ações de combate à covid-19, as quais foram reconhecidas pela população e até pela mídia nacional.

“O (Clóvis) Volpi está fazendo cortina de fumaça. A dívida existente eu peguei dos dois últimos prefeitos que passaram pela prefeitura. Então, não deixei dívida. Ela já existia, inclusive, feita pelo próprio Volpi”, explicou.

Kiko destacou que herdou dívida muito maior e mesmo assim administrou a cidade. “Se (Volpi) não consegue resolver os problemas, por que foi candidato?”, questionou.

No entanto, Volpi afirmou que de janeiro a março de 2020 Kiko gastou R$ 39 mi­lhões em remédios, mesmo sem ter pandemia. “Nos três primeiros meses deste ano, em plena pandemia e em seu estado mais crítico, gastei R$ 9 milhões a menos”, enfatizou.

Tendo em vista os proble­mas financeiros, Volpi não descartou a possibilidade de pedir medicamentos emprestados de Santo André, São Bernardo e São Caetano. “Não quero correr o risco real de desabaste­cimento.”

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