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Volkswagen terá novo carro compacto desenvolvido no Brasil

Volkswagen terá novo carro compacto desenvolvido no Brasil
Fábrica de São Bernardo recebeu R$ 2,6 bilhões dos R$ 7 bilhões destinados ao Brasil. Foto: Arquivo

A Volkswagen terá um novo carro compacto glo­bal desenvolvido na América do Sul, que será destinado ao segmento de entrada, produzido no Brasil e exportado para a América Latina.

As informações foram confirmadas ontem (14) por Herbert Diess, presidente mundial do grupo Volks­wagen. O executivo esteve na fábrica de São Bernardo para reuniões com a diretoria da empresa e também com concessionários e repre­sentantes de sindicatos do ABC, Taubaté (SP) e São José dos Pinhais (PR), onde a empresa mantém fábricas.

Segundo o presidente da montadora, o novo mode­lo de baixo custo atenderá inicialmente aos mercados da América Latina. Esse veículo deverá ser fabricado no Brasil e fará parte de novo ciclo de investimento no país.

O atual, de R$ 7 bilhões, será encerrado em 2020 e contempla o lançamento de 20 produtos, dos quais 13 terão produção nacional e sete serão importados.

O futuro automóvel vai substituir a geração atual do Gol, que acaba de receber versão com câmbio automático. Embora deva ser um veículo completamente novo, é provável que o no­me Gol seja mantido.
Diess declarou também que a operação sul-americana voltará ao equilíbrio financeiro no próximo ano. Segundo o executivo, a empresa vinha perdendo dinheiro na região desde 2013 por conta da crise no Brasil, que transformou o excesso de ca­paci­dade em um problema.
As fábricas da companhia no Brasil são suficientes para produzir mais de 800 mil veículos por ano. No entanto, o volume total não passou de 400 mil unidades em 2016.

LONGA VIDA

Sobre o diesel, Diess afirmou que a era desse combustível ainda não chegou ao fim, pois é necessário para abastecer veículos que precisam de maior autonomia para percorrer longas distâncias e transportar cargas.
Contudo, o executivo reforçou que a marca tem investido na eletrificação, com foco em modelos compactos e médios, de apelo urbano.

O presidente mundial da Volkswagen disse que a empresa ainda paga caro pelo escândalo do diesel, descoberto em 2015. A montadora utilizou um software que burlava testes de emissões feitos em laboratório, fazendo seus carros parece­rem menos poluentes do que realmente eram.
Além das pesadas mul­tas, a empresa perdeu valor acionário e participação de mercado, mas Diess afirmou que os resultados atu­ais têm sido positivos.

A montadora de origem alemã vendeu 5,52 milhões de veículos globalmente no primeiro semestre de 2018, alta de 7,1% sobre igual período de 2017.

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