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Volkswagen Nivus tem na versão top de linha Highline seus principais atributos

Volkswagen Nivus tem na versão top de linha Highline seus principais atributos
Design esportivo agradou os europeus, que vão produzir o Nivus na Espanha a partir de 2021 e vendê-lo no Velho Continente. Foto: Luiza Kreitlon/AutoMotrix

LUIZ HUMBERTO MONTEIRO PEREIRA
AutoMotrix

Depois de apresentar ao mun­do o Nivus no final de maio, por meio de uma live, a Volkswagen precisou recorre­r novamente à internet para o lançamento nacional de seu SUV cupê, em julho, devido à pandemia. Foi apenas em agosto, quando finalmente chegou às concessionárias, que o mais novo mo­delo da marca alemã finalmente “mostrou a cara”. Foram emplacadas 488 unidades em julho e 2.149 em agosto. No mês passado, quando o Nivus começou a ganhar escala de produção, bei­rou os 3,2 mil emplacamentos e se aproxi­mou de obter um lugar entre os 20 carros mais ven­didos do Brasil. Porém, ao que tudo indica, tem potencial para ir além.

Concebido como modelo de transição entre crossover do Polo e cupê do T-Cross, o Nivus pode se tonar um produto estratégico para a Volkswagen do Brasil. Sua configuração top de linha Highline é a que tem a tarefa de exibir nas concessionárias – e, agora, também nas ruas – todas as virtudes apresentadas na internet.

Produzido em São Bernardo, o utilitário esportivo compacto com carroceria em estilo cupê é montado sobre a plataforma MQB, a mesma do hatch Polo, do sedã Virtus e do “primo” T-Cross. Tem 4,26 m de comprimento, 1,75 m de largura, 1,49 m de altura e 2,56 m de entreeixos. São duas versões, Comfortline e Highline, movidas pelo mesmo motor 200 TSI, já ado­tado no trio Polo, Virtus e T-Cross.

Com um litro de capacidade volumétrica, turbocompressor e injeção direta de combustível, gera até 128 cv de potência e torque de 20,4 kgfm a partir de 2 mil rpm. Em ambas as versões, o motor 200 TSI está acoplado à transmissão automática de seis marchas (AQ250). Com relação ao consumo, o Inmetro aferiu as marcas de 10,7 km/l (gasolina) e de 7,7 km/l (etanol) no ciclo urbano, enquanto no rodoviário os dados foram de 13,2 km/l (gasolina) e de 9,4 km/l (etanol) – que renderam nota A no Programa Brasileiro de Etiquetagem.

As duas versões do Nivus trazem de série direção com assistência elétrica, seis airbags (dois frontais, dois laterais e dois de cortina), auxílio de partida em rampa, controle eletrônico de estabilidade (ESC) e de tração (ASR), faróis de LED com luzes de circulação diurna (DRL) em LED integrado, lanternas também em LED, câmera de ré, volante multifuncional, Isofix e top tether (ancoragem superior) para fixação de cadeirinha infantil, sensor de estacionamento traseiro, freios a disco nas quatro rodas, retrovisores externos ele­tricamente ajustáveis com função tiltdown no lado direito (para facilitar as manobras de estacionamento junto ao meio-fio), saídas traseiras do ar-condicionado e USB para passageiros do banco de trás.

A versão Highline não tem opcionais – apenas a escolha da cor, que pode somar até R$ 1.570 ao preço base de R$ 98.290. A top de linha do Nivus acrescenta o controle de cruzeiro adaptativo (item exclusivo nessa classe de veículo no Brasil), sistemas de frenagem autônoma de emergência AEB, monitoramento de tráfego (Front Assist) e frenagem auto­mática pós-colisão, ar-condicionado digital, faróis de neblina em LED com função Cornering Light (luz de curva), rodas de liga leve de 17 polegadas, sensores de chu­va e crepuscular, sensores de esta­cionamento traseiros e di­an­teiros, detector de fadiga, botão para partida do motor e volante multifuncional em couro com abas para troca de marcha manual.

Um dos principais atrativos do Nivus é a combinação do painel de instrumentos configurável de 10,25 polegadas com a nova central de infoentretenimento VW Play, criada no Brasil e que é item de série da Highline. O multimídia tem tela temperada antirrisco de alta resolução de 10 polegadas, sensível ao toque.

O Nivus é o primeiro modelo desenvolvido pela VW do Brasil que também será feito na Europa – em Pamplona, na Espanha, a partir do 2º semestre de 2021. Talvez a ine­xistência de versão despojada e de preço mais acessível impeça que o Nivus dispute tão cedo os primeiros lugares do ranking nacional de SUVs, mas o modelo ajudará a marca na tarefa de reconquistar a liderança nas vendas, após duas décadas sendo superada por Fiat e GM.

Vêm mais novidades por aí: no dia 13, a VW promete a avant-première mundial do Taos, o novo SUV que será feito na Argentina para os mercados das Américas.

 

Motor turbo 1.0 de 128 cv entrega boas acelerações e retomadas

Uma questão elementar no Nivus é saber se o motor 200TSI dá conta de mover com a necessária destreza o novo SUV-cupê. A resposta é sim. O motor turbo de 128 cv nada deixa a desejar, entregando boas acele­rações e retomadas. Para quem dirige, nem parece que é um 1.0.

Com o uso, o Nivus Highline gradualmente se revela um veículo agradável de se conviver. A transmissão troca as marchas de modo suave, sem solavancos. A direção elétrica segue bem calibrada como no Polo, no Virtus e no T-Cross – leve para as manobras de estacionamento e rápida nas velocidades mais elevadas. Ao acionar a seta, as luzes de ne­blina piscam junto, aumentando a efetividade da sinalização.

Embora não chegue a parar completamente o veículo, como ocorre em alguns modelos mais sofisticados, o controle de cruzeiro adaptativo do Nivus aciona os freios de forma automática e reduz expressivamente a veloci­dade para evitar os impactos.

A altura livre do solo de 17,6 cm permite que o fundo do Nivus não raspe em lombadas. É reconfortante notar ainda que, quando o motorista sai do carro e tranca as portas, o rebatimento dos espelhos é automático – uma daquelas agradáveis mordomias mais comuns nos carros de luxo.

Por ser cerca de 100 kg mais leve em relação à versão Comfortline do T-Cross, que roda com o mesmo motor e pesa 1.305 kg, o Nivus entrega mais agilida­de no trânsito do que o SUV.

O design mais aerodinâmico também ajuda. Apesar de ter um motor tricilíndrico, que nor­malmente gera trepidações, o Nivus apresenta poucas vi­brações no volante. Nas curvas, o carro se mostra bastante estável e mantém comportamento consistente, similar ao do Polo. Não demonstra tendências de flutuação e transmite sensação de segurança.

Embora o motor 200TSI mo­va o Nivus com desenvoltura, uma configuração com o motor 1.4 TSI de quatro cilindros, 150 cv e 26 kgfm, como foi ado­tado no Polo GTS, certamente seria um produto ainda mais esportivo e instigante. Porém, até o momento, não há confirmação de que a versão venha a existir.

A BORDO

Visto de dentro, o Nivus se aproxima mais de ser um cros­sover do Polo do que um cupê do T-Cross, embora herde ele­mentos dos dois modelos. O acabamento repete o bom padrão do hatch, com predominância de plásticos e raros elementos emborrachados. Há regulagens de altura do banco e de altura e profundidade da coluna de direção, o que ajuda a achar boa posição de dirigir.

Apesar de ter os mesmos 2,56 m de entre-eixos do Polo, o SUV-cupê aproveitou a traseira alongada para gerar porta-malas de 415 litros – supera não só os 300 l do Polo como também os 373 l do T-Cross.

Apresentado no Nivus e já incorporado à linha 2021 do T-Cross, lançada em agosto, o multimídia VW Play estabeleceu novo patamar de conectividade para a Volkswagen. Destaques para a conexão de internet via celular, o app “Meu VW” pré-instalado e a VW Play Apps, uma loja virtual de aplicativos que podem ser baixados na memória interna de 10 GB, como iFood e Deezer.

O comando de volume do som é feito na própria tela ou no comando no volante. Porém, enquanto o motorista não se acostuma, um prosaico botão giratório de volume faz falta. No console central, a alavanca convencional do freio de estacionamento destoa um pouco – o freio eletrônico cairia bem.

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