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Volkswagen Golf estreia oitava geração na Europa

Volkswagen Golf estreia oitava geração na Europa
Em termos de estilo, oitava geração do Golf mais parece uma evolução da sétima. Foto: Divulgação/VWW

O Golf surgiu em 1974 e, ago­ra, escreve novo capítulo em sua história com a apresentação mundial da oitava geração. Segundo a Volkswagen, o carro europeu de maior sucesso nas últimas quatro décadas chega mais digitalizado, conectado e intui­tivo. Com versões híbridas lançadas simultaneamente, o hatch é o primeiro modelo da marca a usar a tecnologia inteligente de controle de tráfego por meio do Car2X, que pode alertar sobre riscos de trânsito.

O Golf estará disponível na Europa em dezembro, sem pre­visão para desembarcar no Brasil. Uma versão da sétima gera­ção, a GTI, é fabri­cada em São José dos Pi­nhais (PR), embora sua produção tenha sido freada para dar vazão à do SUV T-Cross.

“Este carro é completamente novo. Porém, claro, um Golf sempre será um Golf, porque o conceito subjacente é atemporal. Esse carro definiu nossa marca ao longo de décadas e sempre disponibilizou novas tecnologias para os demais modelos da marca”, explicou Herbert Diess, presidente do Conselho de Administração da Volkswagen AG. “Em termos de tecnologia, o Golf deu o maior salto desde sua estreia”, complementou Ralf Brands­tätter, diretor de operações da VW Passenger Cars.

Com a oitava geração do Golf, a Volks inicia ofensiva hí­brida, com cinco configurações com essa tecnologia. Estreia ain­da um gerador de correia, bateria de íon de lítio de 48V e os mais recentes motores TSI (turbo). O conjunto é conhecido pela sigla eTSI. Com a promessa de poupar 10% no consumo, essas versões têm motor 1.0 de três cilindros de 110 cv de potência e 1.5 de quatro cilindros com 130 cv ou 150 cv.

A VW também vai oferecer duas versões híbridas plug-in: uma mais acessível, com 204 cv, e outra mais esportiva, a GTE, com 245 cv, destinada a substituir o Golf produzido no Brasil.

As duas configurações plug-in podem rodar até 60 km no modo totalmente elétrico. O no­vo Golf contará ainda com mo­tores mais convencionais, o 2.0 TDI, com 115 cv ou 150 cv, do­tado de dois catalisadores para redução de gases; o TSI de ciclo Miller, com 90 cv ou 110 cv; e a TGI, a gás natural, com 130 cv. As transmissões serão a manual de seis marchas e a automatizada DSG de sete velocidades. Para 2020, devem ser lançadas as versões GTI, GTI TCR, R e GTD.

O Golf se propõe a tornar a mobilidade sustentável acessível a um número maior de pessoas, com o carro migrando para uma operação digitalizada e autoexplicativa. “Em um mundo em que a complexidade é cada vez maior, o novo Golf permite ao motorista operar o veículo de forma intui­tiva”, disse Klaus Bis­choff, designer-chefe da VW.

Praticamente todos os displays e controles são digitais. Os novos instrumentos e sistemas de informação e entretenimento online se fundem com botões de toque e controles deslizantes. Opcionalmente, um visor frontal no para-brisa está disponível para aprimorar a gama de informações disponíveis. Os sistemas são conectados entre si, a uma unidade online (OCU) e ao mundo fora do Golf. Com o Car2X, sinais da infraestrutura de tráfego e informações de ou­tros veículos a até 800 metros de distância são previamente notificados ao motorista. O Golf também compartilha esses avisos com outros modelos dotados de Car2X.

DESIGN

A VW faz sempre grande opo­sição para mexer no design do Golf. Por isso mesmo, a oitava geração, em termos de estilo, mais parece uma evolução da sétima. Como novidade, o modelo tem nas versões híbridas e esportivas grade fina com linha de LEDs que se estende até a parte de cima dos faróis. Nas configurações “normais”, há uma linha cromada na peça.

A empresa promete o largo uso de LEDs em todas as versões. A topo de linha recebe mais o IQ.Light, herdado da Audi, com 22 lâmpadas por farol que funci­onam de forma independente. O pa­ra-choque frontal possui entrada de ar larga com luzes de neblina horizontais nos cantos. A traseira é mais arredondada em relação à anterior. Como a linha de cintura é mais alta na parte de trás, a impressão é de que o hatch ficou mais robusto.

Dentro, o Golf está mais mi­ni­malista, sem a maior parte dos botões no console central e com alguns mais escondidos. Os comandos do ar-condicionado ficam logo abaixo da multimídia. As manoplas do câmbio são pequenas e estilosas.

O Golf entra com tudo no mundo digital, com nova versão do painel de instrumentos de 10,2 polegadas e a central multimídia de 8,2 polegadas como se fossem uma tela única. O hatch pode receber central de 10 polegadas e head-up display, um assistente por voz com músicas e notícias online. Tem compatibilidade com o Amazon Alexa e se comunica com equipamentos da residência do motorista.

O novo Golf fica conectado à internet por meio de um eSIM. Graças à conectividade, o carro pode ser encontrado em um estacionamento de shopping, por exemplo, ou programar a revisão em uma concessionária, tudo pelo pacote We Connect.

DANIEL DIAS
Agência AutoMotrix

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