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Você sabia que existe vacina para rinite?

Pouco difundida, a imunização pode funcionar em casos persistentes; especialista do Hospital CEMA explica como ela age e para quem é indicada. Foto: PublicDomain Picture/Pixabay
Pouco difundida, a imunização pode funcionar em casos persistentes; especialista do Hospital CEMA explica como ela age e para quem é indicada. Foto: PublicDomain Picture/Pixabay

Ela é tão comum que faz parte da vida de muitas pessoas, mais especificamente de cerca de 30% da população mundial. Espirros, tosse, nariz entupido, coriza. De repente, aparecem os sintomas e o diagnóstico: rinite. Embora comumente tenha causa alérgica, e o tratamento mais comum seja justamente do controle dos causadores da alergia, existem outras formas de minimizar essa incômoda doença. Uma delas, a vacina.

“A imunoterapia específica para casos não controlados apresenta alta eficácia e mostra ser uma aliada no tratamento destas afecções”, explica o otorrinolaringologista do Hospital CEMA, Marcelo Mello.

Porém,  antes de falar de vacina, vale uma definição. Rinite é uma inflamação que acomete a mucosa nasal e causa os sintomas tão característicos, como espirros frequentes, prurido, secreção nasal clara e obstrução nasal. Ela pode ainda provocar sangramentos nasais, coceira, lacrimejamento ocular, tosse, roncos, coceira na garganta e ouvidos, voz anasalada, estalido nos ouvidos, diminuição do olfato e associação com dermatite atópica e asma.

“A presença desses sintomas pode contribuir para a perturbação do sono, fadiga, dores de cabeça, irritabilidade, alterações cognitivas, interferindo nas atividades diárias de lazer, escola ou trabalho”, detalha o especialista. Pode ser crônica ou aguda, alérgica ou não. “Atualmente, a classificação vai depender da frequência e intensidade dos sintomas. Sendo assim, pode ser classificada como intermitente ou persistente, leve, moderada ou grave”, diz o médico.

O tratamento mais comum é o controle ambiental, que visa a minimizar a exposição do indivíduo aos agentes alérgenos. Pode-se usar medicamentos por via oral ou sprays nasais com propriedades descongestionantes e antialérgicas. Porém, quando nada disso funciona mais, o médico pode indicar a vacina.

O imunizante consiste em administrar diversas doses, gradativas e cada vez mais concentradas, por via injetável ou oral, de extratos de alérgenos, aplicadas em intervalos regulares, durante um longo período, que pode variar de um a cinco anos. O objetivo é reduzir a sensibilização do indivíduo a determinados alérgenos, diminuindo, assim, os sintomas.

“As vacinas sublinguais em gotas ou comprimidos são tão eficazes quanto as injetáveis e mais seguras, pois causam menos reações. A vantagem sobre as injetáveis está no conforto e por permitirem ser administradas em domicílio, não havendo necessidade de deslocamento do paciente”, destaca Marcelo Mello.

Além da vacinação, uma alternativa para aqueles que não estão conseguindo se livrar da rinite é verificar com o médico se pode se tratar de um caso cirúrgico. Este tratamento é indicado quando há alterações anatômicas do nariz. É indicado para pacientes com obstrução nasal refratária ao tratamento médico e que apresentam hipertrofia dos cornetos nasais.

“Com esse procedimento, há uma melhora na respiração e na qualidade de vida, consequentemente, assim como melhor distribuição dos medicamentos tópicos na cavidade nasal”, explica Mello. Segundo ele, em todos os casos, o mais importante é buscar um otorrinolaringologista, pois quanto mais precoce é o diagnóstico, mais qualidade de vida se proporciona àqueles que sofrem com essa doença.

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