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Vitoriano: ‘me sinto mais bem preparado para representar Diadema na Câmara Federal’

Líder de governo, petista destaca que apoio do prefeito José de Filippi dá peso à sua candidatura a deputado federal em 2022. Foto: Cleide Carvalho especial para o DR
Líder de governo, petista destaca que apoio do prefeito José de Filippi dá peso à sua candidatura a deputado federal em 2022. Foto: Cleide Carvalho especial para o DR

O vereador de Diadema e líder de governo, Orlando Vitoriano (PT), em visita ao Diário Regional, afirmou que após quatro mandatos sente que tem de expandir sua experiência com candidatura a deputado federal nas eleições de 2022. Também fez análise das manifestações de 7 de setembro, sobre as eleições 2022 e do governo José de Filippi (PT). Confira os principais trechos da entrevista.

Qual análise faz das mani­festações de 7 de setembro?

As manifestações, mais uma vez, tentaram colocar os extremismos. De um lado, a ideia do Bolsonaro, que não é a da direita. A direita não é fascista, que pretende provocar certo descontrole da democracia. Vejo nas manifestações a participação de pessoas que vão de encontro à democracia, cujos pensamentos não são nem de esquerda e nem de parte significativa da direita. Então, acredito que foram manifestações de um grupo isolado, que está com medo de disputar e perder as eleições, aí, liderado por Bolsonaro tenta provocar um fato, para levar ao descontrole da democracia. Esse viés não deu certo.

Tivermos também as manifestações do Grito do Excluídos, o 27º, e não tem relação direta com esse embate que aconteceu este ano. O que aconteceu foi que o PT e algumas entidades, como a CUT, resolveram se juntar ao Grito dos Excluídos, para também protestar em defesa da democracia e da vida. Entendemos que o bem está vencendo.

Quais as expectativas do PT quanto às eleições do próximo ano?

Acredito que para o PT, neste momento, é melhor (o ex-presidente) Lula ter como adversário, em 2022, Jair Bolsonaro. Em que pese os pedidos de impeachment do presidente, como as pesquisas mostram Lula na frente, prefiro o cenário Lula-Bolsonaro. Acho difícil uma terceira via neste momento, porque para assumir essa posição também tem de assumir um lado, mas durante a gestão de Bolsonaro a maioria dos partidos ficou no Centrão. Então, ainda não conseguiram despertar um projeto político para o país, enquanto que o Lula tem um projeto político bem definido e o Bolsonaro também tem o seu.

Estamos vendo um ce­nário muito positivo para as candidaturas do partido. Pelo projeto Lula, precisamos ampliar a base em Brasília, já pensando em um governo que tenha uma sustentação melhor no Congresso.

Já em relação à presidência, a Lava Jato confundiu o combate à corrupção com perseguição ao PT e ao Lula. Então, eles se perderam e isso está sendo desmascarado agora (com a extinção de ações na Justiça), colocando Lula como uma pessoa que foi realmente injustiçada. Por outro lado, o político tem de ser o mediador, o negociador, para sustentar suas propostas e o Lula sabe fazer isso muito bem. Com essa habilidade que o ex-pre­sidente tem de juntar forças e a aceitação da população, Lula vem muito bem e creio que tem condições de trazer parte considerável do Centrão.

O sr. já colocou sua pré-candidatura a deputado fe­deral para 2022.

Estou em meu quarto mandato e toda essa experiência como vereador tenho de fazer com que se expanda. Então, já vinha com o propósito de dar um passo à frente e o que sobrava é a candidatura a deputado federal, até para não criar conflito com ninguém. Além Márcio (da Farmácia/Podemos), o Josa (Josemundo Queiroz/PT) já tinha acenado há quatro anos candidatura a estadual, com isso decidi sair a fede­ral. Quando o Filippi venceu (as eleições) disse que precisava de uma candidatura a federal e a estadual, com isso a minha candidatura passou a ser a do governo. Enquanto só minha, era apenas um desejo, mas ganhou peso com o apoio do governo.

Ter pessoas da cidade nas esferas federal e estadual fortalece o governo. Temos o Márcio, que tem enviado emendas consideráveis para Diadema, mas entendemos que pode­mos fazer ainda mais. Não é só trazer emendas. Precisamos trazer desenvolvimento para a cidade. Temos de exercer influência junto a setores da economia para fazer com que nossa cidade cresça. Nesse sentindo, entendo que possa contribuir muito com a candidatura. Me sinto mais bem preparado para representar a cidade na Câmara Federal.

Como o sr analisa os trabalhos da CPI da Covid no Senado e das tentativas do presidente de mudar o Marco da Internet?

A CPI é muito importante para despertar a consciência política no país. É uma pena que as pessoas não acompanhem. Acho muito difícil alguém ser preso ou ocorrer o impeachment do presidente por conta da comissão, mas é muito importante para desmascarar a farsa que está sendo a equipe do Bolsonaro em relação à condução da covid no Brasil.
A tentativa de mudança no Marco da internet é trabalhar com a mentira. Quem não tem condições de mostrar o que é pela verdade, tenta mostrar pelos meios que possui, que são as fake news.

Como avalia o governo José de Filippi?

Em que pese que o prefeito seja do meu partido, não existe pessoa mais preparada para salvar nossa cidade do que José de Filippi. Ele vem com experiência muito grande de três mandatos, em que saiu com aprovação de quase 70%, e isso demonstra que ele sabe fazer, sabe trabalhar. Vejo nele como pessoa uma vontade enorme de continuar realizando.

O Filippi assumiu a gestão com a maior parte dos contratos cancelados ou suspensos, principalmente na área da saúde. Quase todos com pro­blemas de pagamento. Então assumir um governo e ter de renegociar contratos leva um tempo. Por exemplo, o contrato da SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina) estava vencido e com diversos apontamentos do Tribunal de Contas. Isso envolve 1.300 pessoas que trabalham hoje na área da saúde.

Assumimos com dez leitos de terapia intensiva para covid e 23 de enfermaria. Fomos para 40 de UTI e quase o mesmo número de enferma­ria. Além disso, tivemos de adequar o contrato com a SPDM. Não tinha como mandar 1.300 profissionais da saúde e recomeçar.

Então, a prefeitura assumiu o risco de renovar esse contrato e em um período de transição fazer chamamento para que a gente possa definir a politica de saúde para a cidade. É importante ressaltar que quem controla a política da saúde em Diadema é a prefeitura. Não é uma empresa terceirizada. Há muitos desafios e em vários setores, mas estão sendo sanados.

Qual avaliação faz dos trabalhos na Câmara?

Vejo com muita positividade. Teve uma renovação grande e a maioria dos novos vereadores é de comunidade, sendo que muitos não vêm viciados na política. Vêm com vontade de trabalhar. Têm participado das atividades da prefeitura. Têm feito requerimentos e cobrado ações da prefeitura junto à população.

O debate está igual ao do governo anterior (gestão Lauro Michels/PV), o que é muito positivo. Ninguém é dono da verdade. A oposição nos ajuda a refletir sobre ações que talvez não sejam tão positivas. Também há uma solidariedade muito grande e um exemplo disso foi a união em relação ao IML (Instituto Médico Legal), quando o governo do Estado tentou tirar o posto de Diadema.

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