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Versão XLT embala as vendas crescentes da picape Ford Ranger

Versão XLT embala as vendas crescentes da picape Ford Ranger
Mudanças no design da linha 2020 concentraram-se na dianteira, com grade, para-choque e faróis redesenhados; na parte de engenharia, picape recebeu nova suspensão para melhorar o conforto e a dirigibilidade. Foto: Foto: Luiza Kreitlon/Agência AutoMotrix

LUIZ HUMBERTO MONTEIRO PEREIRA
Da Agência AutoMotrix

 

No início deste ano, a Ford vendia cerca de 1.500 unidades mensais da Ranger, e o modelo disputava a terceira posição no ranking das picapes médias com a VW Amarok. Desde junho, quando foi apresentou a versão 2020, com reestilização frontal e novo acerto na suspensão, as vendas não param de crescer. Em outubro, melhor mês de vendas do mo­delo, foram regis­trados 2.329 emplacamentos, quase o dobro da Amarok (1.172).

A protagonista da estratégia publicitária da nova Ranger é a versão top de linha Limited, oferecida por R$ 192.790, que incorpora assistentes semiautô­nomos de direção – tendência na indústria automotiva mundial, mas ainda inéditos entre as picapes vendidas no Brasil. Abaixo dela, com o mesmo motor 3.2 diesel, mas sem tecnologias de assistência ao motorista, está a versão XLT (R$ 178.790).

Segundo concessionárias da mar­ca, a procura pela XLT é ex­pressivamente maior do que a pela Limited. Nem tanto pelo fato de a XLT custar R$ 14 mil a menos, mas justamente por não ter tantos dispositivos eletrôni­cos, considerados um tanto “invasivos” pela parcela mais conservadora dos consumidores de picapes, principalmente os ligados ao agronegócio.

Na linha 2020, a oferta de motores flex foi eliminada – segundo a Ford, respondiam por apenas 8% das vendas. A Ran­ger agora conta com duas opções de motor a diesel da família Duratorq, 2.2 e 3.2. O mo­delo básico XL e o intermediário XLS levam o propulsor 2.2 de 160 cv. Com o 3.2 de 200 cv, as versões XLT e Li­mited incorporam trans­missão automática de seis velocidades e tração comutável entre 4×2 (traseira), 4×4 e 4×4 reduzida com diferencial blocante eletrônico.

Em termos de design, as mudanças da linha 2020 se con­centraram na frente. Grade, para-choque, faróis principais e de neblina foram redesenhados. Nas versões com motor 3.2, além dos estribos laterais, incorporaram cromados na grade dianteira, na capa dos retrovisores, nas maçanetas e no para-choque traseiro. Por dentro, o padrão de acabamento foi aperfeiçoado.

Na parte de engenharia, a picape produzida na Argenti­na ganhou nova suspensão pa­ra melhorar a dirigibilidade e o conforto. Um dos pontos críticos do modelo em relação aos concorrentes era o fato de ser muito duro. Além de barra estabilizadora redesenhada e de ele­mentos de coxinização refinados, a picape teve as longarinas do chassi reforçadas e adota dois ajustes diferentes de mola, amor­tecedores e buchas, de acordo com o peso – XLT e Limi­ted têm o mesmo conjunto mecânico e igual configuração.

Toda a linha vem de série com o AdvanceTrac, composto por controle eletrônico de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, controle de descida, assistência de frenagem de emergência, lu­zes de emergência em frenagens bruscas, controle de oscilação de reboque, sistema anticapotamento e controle adaptativo de carga.

A Ranger XLT 3.2 4×4 automática é uma picape bem equipada. Traz bancos e volante de couro, abertura e fechamento global dos vidros, sensor de chuva, sistema multimídia com tela sensível ao toque de oito polegadas e navegação, faróis automáticos com ajuste de altura, sistema de monitoramento da pressão dos pneus, sete airbags, ar-con­dicionado digital dual zo­ne, vidros elétricos e re­trovisores com piscas integrados e rebatimento elétrico. As rodas são de liga leve de 18 polegadas com pneus 265/60 R18 All Season.

Por mais R$ 14 mil, a versão Limited acrescenta os tais sistemas semiautônomos de segurança, como alerta de colisão, assistente autônomo de frenagem com detecção de pedestres, faróis baixos em xênon, luzes de condução diurna em LED, piloto automático adaptativo, sistemas de permanência em faixa e de reconhecimento de sinais de trânsito. Também incorpora tampa da caçamba com trava elétrica e assistente de abertura e fechamento, santantônio na cor do veículo, rack de teto, rodas de liga leve diamantadas e protetor de caçamba.

BRIGA BOA

O crescimento de quase 50% na média mensal de vendas ao longo deste ano deixou a picape da Ford apenas 304 unidades distantes dos 2.633 emplacamentos de outubro da Chevrolet S10, a segunda picape média mais vendida no Brasil – ambas distantes da líder Toyota Hilux, com 3.395 no mesmo período. Ou seja, se as vendas da Ranger continuarem aumentando no ritmo atual, a briga pela vice-liderança do segmento promete esquentar. Em tempos nos quais picapes e SUVs se transformaram na prioridade da Ford, a Ranger tornou-se produto estratégico e está agradando em vários mercados. Conquistou o título de “Picape Internacional de 2020” na eleição bienal reali­zada na Europa com a participação de jurados de 18 países.

 

Novo ajuste da suspensão garante equilíbrio entre conforto e dinâmica

O motorzão 3.2 20V turbo com cinco cilindros da Ranger XLT não nega força e entrega o robusto torque de 47,9 kgfm já em baixas rotações, a partir de 1.750 rpm. Para quem dirige, isso representa que, em qualquer giro, o motor está sem­pre preparado para ace­lerar. A potência máxima de 200 cv aparece em 3 mil giros e também dá e sobra para garantir comportamento dinâmico bastante esportivo às mais de duas toneladas da picape.

O câmbio automático de seis marchas faz o gerenciamento inteligente de toda essa força, e as trocas de marcha ocorrem de forma elegante, sem vacilações. As marchas podem ser trocadas manualmente na manopla – não há borboletas no volante.

A Ford Ranger 2020 repensou a relação entre uso no asfalto e na terra. Um destaque é o novo ajuste da suspensão, que entrega equilíbrio entre con­forto e dinâmica bem acima do padrão do segmento de picapes médias. Apesar do peso e das dimensões avantajadas, é possível dirigir a Ranger quase como se fosse carro de passeio. É reconfortante e chega a ser surpreendente a estabilidade em altas velocidades, tanto nas pistas quanto nas trilhas.

No off-road, a Ranger enfrenta obstáculos sem se abalar ou dar sinais de fragilidade ou fadiga. Os comandos para acionar a 4×4 e a reduzida são intui­tivos, fáceis de acionar e tornam a Ranger XLT um veículo difícil de intimidar. Para quem gosta de “chafurdar” com sua picape, a capacidade de imersão de impressionantes 80 cm é um atributo a ser levado em consideração. A Ranger também tem bons ângulos de entrada e saída: 28º na frente e 26º na traseira. O vão livre é de 23 cm.

VIDA A BORDO

O padrão de acabamento da cabine da Ranger XLT 2020 evoluiu. Com exceção do porta-óculos e das luzes de teto, que lembram os adotados no EcoSport e são um tanto simplórios, o padrão do habitáculo é bem decente para uma picape, tanto no acabamento quanto na escolha de materiais. O espaço interno é correto e dá para viajar com cinco pessoas a bordo, sem maiores inconvenientes – embora o túnel central seja um pouco avantajado e tire o conforto do passageiro do banco central. A manopla da transmissão automática tem novo design, e os comandos de 4×4 e reduzida são funcionais e bem localizados.

No habitáculo, um ponto alto da Ranger XLT é a central multimídia Sync 3 com tela de oito polegadas sensível ao toque, navegação, comandos por voz e compatibilidade com as plataformas Android Auto e Apple CarPlay. É fácil de usar e oferece interface inteligente, com soluções de design gráfico que facilitam a vida do usuário. Também é de série o ar-condicionado digital de duas zonas, que evita brigas na busca pela temperatura ideal a bordo.

 

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