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Versão Trekking do Fiat Mobi tem a missão de sugerir algum charme off-road ao subcompacto urbano

O Mobi é produzido no complexo industrial de Betim (MG) e recentemente alcançou a marca de 400 mil unidades fabricadas desde o lançamento, em 2016. Foto: Luiza Kreitlon/AutoMotrix
O Mobi é produzido no complexo industrial de Betim (MG) e recentemente alcançou a marca de 400 mil unidades fabricadas desde o lançamento, em 2016. Foto: Luiza Kreitlon/AutoMotrix

POR LUIZ HUMBERTO MONTEIRO/ AUTOMOTRIX

Na linha 2022 do Mobi, apresentada em maio do ano passado, além do “rebranding” que acrescentou o novo logo e a bandeirinha italiana estilizada na grade frontal, a Fiat apresentou a versão Trekking. Longe de ser original, a proposta da nova configuração do subcompacto era repetir o sucesso do Argo Trekking, que em 2019 incorporou elementos de estética off-road e desde então tornou-se uma das versões mais procuradas do compacto.

De fato, as configurações “aventureiras” são uma estratégia usada e abusada por praticamente todas as fabricantes de automóveis instaladas no Brasil nas últimas duas décadas. Na linha 2023, apresentada há três meses, o Mobi não teve mudanças. A versão de entrada Easy foi extinta, restando somente a Like e a Trekking. O controle de estabilidade e de tração e o assistente de partida em rampa passaram a ser oferecidos opcionalmente no Pack Safety.

O Mobi é produzido no complexo industrial de Betim (MG) e recentemente alcançou a marca de 400 mil unidades fabricadas desde o lançamento, em 2016. Tem 3,56 metros de comprimento, 1,66 metro de largura, 1,55 metro de altura e 2,30 metros de distância de entre-eixos. Com somente 940 quilos (na versão Trekking), é um dos carros mais leves do Brasil.

Dentro da proposta de reforçar a jovialidade do Mobi com detalhes de estilo, as barras longitudinais de teto ampliam a altura e deixam o carro mais imponente. A configuração vem com capota bicolor, calotas escurecidas, retrovisores com pintura black piano, adesivo preto na coluna “B” (a do meio do carro) e maçanetas na cor da carroceria. Adesivos pretos com grafismos que remetem a tatuagens tribais enfeitam o centro do capô e a parte inferior do porta-malas.

A tampa do bagageiro continua a ser em vidro preto – característica que confere à traseira do Mobi um certo aspecto de “airfryer”. Levar muita bagagem pode não ser uma boa ideia, pois o porta-malas é pequeno (215 litros) e o banco traseiro não é bipartido, o que limita as possibilidades de rebatimento. As rodas são de aço estampado com medidas 5.5 x 14 polegadas com calotas integrais, calçadas com pneus com baixa resistência à rolagem 175/65 R14. O subcompacto tem 19 centímetros de altura livre em relação ao solo.

INTERIOR

Internamente, a versão Trekking traz volante multifuncional, console de teto com porta-objetos, espelho auxiliar e central multimídia UConnect com tela sensível ao toque de 7 polegadas, espelhamento de smartphones com Android Auto e Apple CarPlay com projeção sem fio, que pode parear até dois celulares ao mesmo tempo. A tela personalizável exibe controle de todas as funções do veículo, com o sistema dando suporte a múltiplas conexões via Bluetooth e computador de bordo.

A versão conta ainda com sensor de pressão dos pneus e porta-malas com tapete em carpete. Em termos de airbags, traz somente os obrigatórios frontais, para motorista e passageiro.

As duas versões do Mobi são movidas pelo mesmo motor 1.0 Fire Evo Flex aspirado com 74 cavalos de potência com etanol a 6.250 rotações por minuto e 9,7 kgfm de torque a 3.850 rpm, sempre associado ao câmbio manual de cinco velocidades. Segundo a Fiat, o subcompacto acelera de zero a 100 km/h em 13,8 segundos e pode chegar a 152 km/h com o mesmo combustível.

Para o Inmetro, o Mobi tem consumo urbano de 13 km/l com gasolina e de 8,9 km/l com etanol e rodoviário de 14,1 km/l e de 10,1 km/l, respectivamente – que rendem ao modelo um conceito A.

PREÇO

Se o estilo é importante em qualquer segmento de automóveis, entre os subcompactos, o preço ganha uma peso maior na decisão de compra. Na linha Mobi, a versão Like parte de R$ 63.390 e a Trekking sai por exatos R$ 3 mil a mais – começa em R$ 66.390 (no Estado de São Paulo, onde as tributações são mais elevadas, é de R$ 68.479).

Contudo, o preço inicial só vale para a carroceria na cor Preto Vulcano. Nas sólidas Branco Banchisa e Vermelho Montecarlo, ambas com teto em Preto Vulcano, o preço inicial sobe R$ 850. Na sólida Cinza Strato, o aumento é de R$ 1.200. Na metálica Cinza Silverstone, a do modelo testado, a fatura aumenta em R$ 1.750.

A versão Trekking do Mobi ainda pode ser incrementada com três diferentes pacotes de opcionais. O Pack Safety acrescenta controle de estabilidade e de tração e Hill Holder (assistente de partida em aclive) e custa R$ 700. No Pack Style II, por R$ 2.200, são incluídos retrovisores externos elétricos com Tilt Down e luzes indicadoras de direção e rodas de liga leve. O Pack Top (presente no modelo avaliado) agrega faróis de neblina, volante com regulagem de altura, cintos dianteiros com regulagem de altura, comando interno de abertura do porta-mala e do tanque de combustível, alarme antifurto, retrovisores externos elétricos com Tilt Down e luzes indicadoras de direção e rodas de liga leve escurecidas, por R$ 3.800.

As duas versões do Mobi são movidas pelo 1.0 Fire Evo Flex; a versão Trekking traz volante multifuncional e central multimídia UConnect; preço parte de R$ 66.390. Fotos: Luiza Kreitlon/AutoMotrix
As duas versões do Mobi são movidas pelo 1.0 Fire Evo Flex; a versão Trekking traz volante multifuncional e central multimídia UConnect; preço parte de R$ 66.390. Fotos: Luiza Kreitlon/AutoMotrix

Apesar dos adereços lameiros, modelo continua sendo um subcompacto urbano

O Mobi continua sendo um subcompacto urbano apesar dos adereços lameiros da versão Trekking. Ou seja, os espaços a bordo são limitados, embora os disponíveis tenham sido bem otimizados pela engenharia da Fiat.
Os ocupantes dos bancos dianteiros até contam com boas acomodações, entretanto, falta espaço para as pernas no banco traseiro e mesmo adultos de baixa estatura sentem-se oprimidos ali.
Se o espaço é comedido, pelo menos há facilidade na entrada e saída devido ao grande ângulo de abertura das portas traseiras (75 graus). Uma vez acomodados, os passageiros têm nichos para armazenar pequenos objetos no console central, nas portas dianteiras e no console de teto – de série na Trekking.
A central multimídia UConnect de 7 polegadas adotada no Mobi Trekking é a mesma que equipa as picapes Toro e Strada e funciona de forma razoavelmente intuitiva. A interatividade do usuário com o veículo é aprimorada por meio das funções de navegação via Waze e Google Maps, música (streaming/MP3), reconhecimento de voz (Siri/Google Voice), leitura e resposta de mensagem “handsfree” para SMS e WhatsApp e integração com calendário.

ECONOMIA
Pesar somente 940 quilos dá ao Mobi Trekking vantagens tanto na economia de combustível quanto no desempenho. Com seu veterano motor aspirado 1.0 Fire Evo Flex com 74 cavalos e 9,7 kgfm com etanol, o “carrinho” não chega a empolgar em termos de esportividade, porém, se mostra ágil na maioria das situações no trânsito urbano. Nas subidas íngremes, principalmente se o carro estiver cheio, é necessário reduzir marchas e acelerar forte para manter o embalo.

A direção é suave, apesar de ser hidráulica – os compactos mais recentes contam com assistência elétrica. A leveza do Mobi permite que o volante seja movimentado sem maior esforço nas manobras lentas e na hora de estacionar. Seus 3,56 metros de comprimento fazem que caiba com folga em qualquer vaga e consiga se deslocar nas eventuais frestas dos engarrafamentos. O câmbio manual de cinco marchas até tem engates macios, mas são pouco precisos e o curso é um tanto longo. (LHM)

 

 

 

 

 

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1 comentário

  1. jorge luis bogdanov kussarev

    Penso que é um legítimo descendente do primitivo Fiat 147…
    Mas é muito caro pelo que oferece.

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