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Vereador de Diadema denuncia problemas no cemitério; prefeitura nega irregularidades

Vereador denuncia problemas no cemitério; prefeitura nega
Salgado cobrou auditoria da Secretaria de Defesa Social. foto: Arquivo DR

O vereador de Diadema Luiz Paulo Salgado (PR) ocupou a tribuna da Câmara na primeira sessão do ano, quinta-feira passada (8), para denunciar irregularidades e problemas no cemitério municipal. Segundo o parlamentar, são diversas as situações que comprometem o bom atendimento aos munícipes. A prefeitura negou os problemas citados.

De acordo com o republicano, que no final do ano passado esteve no cemitério para acompanhar o velório de um conhecido, as salas onde os corpos são velados não contam com iluminação. “Para os parentes verem o rosto do ente querido tinham de colocar a luz do celular”, afirmou. Segundo Salgado, também não havia velas disponíveis.

Em nota, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Diadema informou que “todas as salas passaram por revisão e reparos elétricos e estão com a iluminação em pleno funcionamento”. Sobre as velas, a administração relatou que o item é fornecido junto com os pedidos de caixões. “Trata-se de produto consignado. A empresa espera o pedido de caixões para repor as velas também. Contudo, a opção de ter ou não velas na sala é exclusivamente dos familiares”, completou a nota.

O vereador afirmou também que dos três veículos existentes para transporte dos corpos, apenas um está em condições de uso. Os outros dois, um estaria sempre em manutenção, o outro sem possibilidade de circular. Sobre o carro que está sendo utilizado, o parlamentar declarou que existe um débito em multas acumulado em R$ 53 mil. “Carro de funerária não paga IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), mas tem de ver quem é o responsável por isso. A prefeitura, o chefe de divisão, o chefe de serviço, o motorista”, pontuou. A administração municipal não respondeu aos questionamentos sobre as multas.

Salgado encerrou sua fala com uma acusação. “Falaram que sumiram, ou não foram entregues, 340 caixões. Duas carretas, ninguém sabe se chegou, se não foi entregue, mas pago foi. Me falaram que foi pago”, afirmou. O vereador declarou, ainda, que os funcionários temem ser demitidos por falar no assunto e solicitou que o secretário de Defesa Civil, Marcel Sofnner, realize uma auditoria para averiguar as denúncias.

A Prefeitura de Diadema declarou, por meio de nota, que todo produto vendido pela funerária é adquirido de forma consignada. “A empresa coloca as urnas no setor e somente é ressarcida de acordo com o número de caixões que são vendidos aos munícipes; caso contrário, nenhuma despesa é gerada à prefeitura. O Serviço Funerário conta com controles de entrada e saída das urnas.” Ainda de acordo com a administração, a empresa não fornece caixões além do consumo relativo a uma semana. “A medida permite o controle adequado para que a empresa não seja prejudicada com grande estoque parado no galpão”, concluiu a nota.

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