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Vendas do varejo estão 5,9% acima do patamar pré-pandemia, diz IBGE

Vendas do varejo estão 5,9% acima do patamar pré-pandemia, diz IBGE
Segmento de artigos de uso pessoal e doméstico registrou a maior alta em julho. Foto: Helena Pontes/Agência IBGE

A melhora no desempenho do varejo na passagem de junho para julho fez o volume de vendas do setor ficar 5,9% acima do nível de fevereiro de 2020, pré-pandemia. No vare­jo ampliado, que inclui atividades de veículos e material de construção, as vendas operam 3,2% acima do pré-pandemia.

Os dados integram a Pesquisa Mensal de Comércio e foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geo­grafia e Estatística (IBGE).

As vendas cresceram 1,2% em julho, na comparação com o mês anterior, registrando a quarta taxa positiva consecutiva. Com isso, o patamar do setor atingiu recorde na série histórica iniciada em 2000. No ano, o varejo acumula crescimento de 6,6% e, nos últimos 12 meses, avançou 5,9%.

O IBGE alerta que, apesar do avanço, o movimento in­tra­setorial do varejo é mui­to hete­rogêneo. “Algumas ati­­vi­dades ainda não conse­gui­­­ram recuperar as perdas na pan­demia. É o caso de equi­pamentos e material para es­critório, que ainda está 26,7% abaixo do patamar pré-pandemia, ou combustíveis e lubrificantes, que está 23,5% abaixo”, afirmou o ge­rente da PMC, Cristiano Santos.

Entre as oito atividades pesquisadas, cinco tiveram taxas positivas em julho. A alta mais expressiva foi a de outros arti­gos de uso pessoal e doméstico (19,1%). “Vemos uma trajetória de recuperação dessa atividade, que faz grandes promoções e aumenta a receita bruta, em um novo momento de abertura e maior flexibilização do isolamento social, o que gera maior aumento da demanda”, explicou Santos.

Tecidos, vestuário e calçados (2,8%), equipamentos e ma­terial para escritório, informática e comunicação (0,6%) também avançaram no período. Supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,2%) e artigos farmacêuticos, ortopédicos, de perfuma­ria e cosméticos (0,1%) fica­ram estáveis. Por outro lado, as atividades de livros, jornais, revistas e papelaria (-5,2%), móveis e eletrodomésticos (-1,4%) e combustíveis e lubrificantes (-0,3%) reduziram o volume de vendas.

VAREJO AMPLIADO

No varejo ampliado, que inclui, além do vare­jo, veículos e materiais de cons­trução, o volume de vendas cresceu 1,1% em julho, frente a junho. O aumento foi puxado pe­lo setor de veículos, partes e peças (0,2%), enquanto material de cons­trução variou negativamente (-2,3%).

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