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Vendas do varejo estão 3,9% acima do nível pré-pandemia

Vendas do varejo estão 3,9% acima do nível pré-pandemia
Setor de vestuário teve o maior aumento nas vendas. Foto: Helena Pontes/Agência IBGE

As vendas no comércio varejista subiram 1,4% em maio ante o mês anterior, após crescimento de 4,9% em abril. O resultado positivo é o segundo consecutivo do se­tor, que se encontra 3,9% acima do patamar pré-pandemia.

O varejo acumula ga­nho de 6,8% no ano e de 5,4% nos últimos 12 meses, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada ontem (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O aumento nas vendas totais foi acompanhado por sete das oito atividades investigadas pela pesquisa. A maior va­riação foi a de tecidos, vestuá­rio e calçados (16,8%), seguida de combus­tíveis e lubrificantes (6,9%) e ou­tros artigos de uso pessoal e doméstico (6,7%).

Livros, jornais, revistas e papelaria (1,4%), ma­terial pa­ra escritório, informáti­ca e co­municação (3,3%), super­mer­cados, alimentos, be­­bidas e fu­­mo (1,0%) e móveis e eletrodomés­ticos (0,6%) também tiveram alta nas vendas em maio.

“Há recuperação gradual, ain­da desigual, de todas as ativida­des”, comentou Cristiano Santos, analista da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE.

Os ramos de material de construção, artigos far­macêuticos, outros artigos de uso pessoal e doméstico, super­mercados e móveis e eletrodomésticos operam acima do nível pré-crise. Material de cons­trução está 21,9% acima do patamar de fevereiro de 2020; artigos farmacêuticos, 10,8%; outros artigos de uso pessoal e doméstico, 18,0%; supermercados, 3,5%; e móveis e eletrodomésticos, 1,6%.

No sentido contrário, as vendas de veículos estão 4,6% abaixo do nível pré-pan­demia, assim como ves­tuá­ri­o (-3,1%), livros e pape­la­ria (-37%), combustíveis (-3,4%) e ma­te­riais de informática (-5,4%).

A reabertura de atividades econômicas fechadas em março devido à segunda onda da pandemia, comércio eletrônico e promoções adotadas por alguns ramos impulsionaram o desempenho do setor em maio e abril, avaliou Cristiano Santos.

Para o analista, o varejo mos­tra retomada após a segunda onda da covid-19, que também teve restrições mais brandas do que no início da pandemia. “O impacto da segunda onda foi distinto nas diferentes regiões do país, com fechamento em momentos diferentes. O fechamento também foi mais brando. Teve muito fechamento parcial”, disse.

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