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Vendas do Dia das Mães voltam a crescer após dois anos consecutivos de retração

O comércio voltou a registrar aumento nas vendas na semana que antecede o Dia das Mães após dois anos consecutivos de queda, revelam pesquisas divulgadas ontem (15).

As vendas na semana que antecede a data – segunda mais importante do comércio brasileiro, atrás apenas no Natal – cresceram 2% neste ano, segundo o indicador de Atividade do Comércio, da empresa de consultoria Serasa Experian. A avaliação foi feita no período de 8 a 15 de maio em comparação ao período equivalente de 2016, quando houve queda de 8,4%. O resultado deste ano é o primeiro com variação positiva desde 2014.

A alta das vendas na Capital paulista foi ainda mais expressiva. Na semana do Dia das Mães houve cresci­men­to de 3,3% frente a 2016.

Para os economistas da Serasa Experian, o crescimento pode ser explicado pela redução da inflação, pela queda do juros e pela entrada dos recursos das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na economia.

Dados de abrangência nacional da Boa Vista Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) também apontam para crescimento nas vendas do Dia das Mães após dois anos seguidos de queda. Segundo a empresa, houve alta de 1,6% na comparação com o ano passado.

Em 2016, as vendas da data haviam recuado 4,6% e, no ano anterior, 1,2%.

Para a Boa Vista SCPC, o movimento do Dia das Mães segue a tendência de recuperação das vendas do varejo em 2017, apesar de sinalizar maior cautela por parte do consumidor. A melhora é decorrente, princi­palmente, do recuo na in­flação e da tendência de queda gradativa nos juros.

Vendas a vista

No sentido contrário, indicador calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) Brasil e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que o volume de vendas parceladas na semana anterior ao último domingo (7 a 13 de maio) caiu 5,5% em relação ao mesmo período de 2016.

Em anos anteriores, as vendas relativas ao Dia das Mães caíram 16,4% em 2016, 0,59% em 2015 e 3,55% em 2014.

“O resultado negativo ain­da reflete a tendência de desaquecimento do varejo observado desde o ano passado, em virtude do cenário econômico desfavorável. Porém, vemos uma desaceleração na queda do volume de vendas, indicando que os piores momentos da crise já passaram”, analisou o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro.

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, o comércio vendeu menos a prazo, mas isso não significa que o brasileiro deixou de presentear na data. “Os consumidores estão mais preocupados em não comprometer o orçamento com compras parceladas. Por isso optaram por presentes mais baratos e pagos preferencialmente a vista”, disse.

Pesquisa para o Dia das Mães feita pelo SPC Brasil mostrou que sete em cada dez (73%) brasileiros comprariam presentes, mas 65% pagariam a vista, em dinheiro ou cartão de débito.

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