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Venda de veículos tem 7ª alta mensal seguida, mas aperto na quarentena preocupa Fenabrave

Venda de veículos tem 7ª alta seguida, mas aperto na quarentena preocupa Fenabrave
Para entidade, que teme impacto nas vendas do retorno à fase amarela do Plano SP, oferta de carros está aquém da demanda

Depois de ser fortemen­te atingida pela pandemia de co­vid-19, a venda de veículos novos registrou em novembro o sé­timo mês consecutivo de aumento nas vendas, mas o setor automotivo teme que o endurecimento da quarentena, anunciada na última segunda-feira pelo go­verno do Estado, freie a recuperação dos emplacamentos.

]Em novembro, as vendas de carros, comerciais le­ves, cami­nhões e ônibus somaram 225 mil unidades, segundo ba­­lanço divulgado ontem (2) pe­la Fede­ração Nacional da Dis­tri­buição de Veículos Automo­to­res (Fenabrave), que re­pre­­senta as concessionárias.

O resulta­do, o melhor des­­te ano, é 4,7% superior ao apura­do em outubro, mas ficou 7,1% abai­xo do total vendido no mesmo mês de 2019 (veja gráfico acima).

O presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, ressaltou que, mesmo com novembro tendo um dia útil a menos (20) em relação a outubro (21), a trajetória de alta do mercado se manteve. “Temos observado que, nos últimos meses, os clientes estão mais confiantes na tomada da decisão de com­pra, aproveitando o momento de cré­dito disponível e que, até os últimos dias de novembro, contou com isenção do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) nesse tipo de operação”, disse.

Assumpção Júnior destaco­u, porém, que o setor segue enfrentando res­trições de oferta, já que as montadoras ainda aguardam sinais mais claros de que a recuperação não é só demanda reprimida pa­ra reabrir turnos de produ­ção fechados na pandemia.

“Ainda observamos que a produção não retornou aos patamares de antes da pandemia, o que continua trazendo pro­blemas na disponibilidade de alguns modelos, principalmen­te por conta da falta de peças”, explicou Assumpção Júnior.

No acumulado do ano até novembro, as vendas somam 1,81 milhão de unidades, com queda de 28,2% ante o apurado no mesmo período de 2019 – recuo ligeiramente menor que o projetado pela Fenabrave para o fechamento de 2020 (-28,9%).

PLANO SÃO PAULO

O presidente da Fenabrave destacou ainda que o retorno do Estado à fase amarela do Plano São Paulo de flexibilização da economia pode impactar negativamente nas vendas, já que as con­cessionárias voltaram a ter li­mitações de horário e público.

“Podemos sofrer impacto­s negativos nas vendas, em fun­ção do fim antecipado da alíquota zero de IOF e de o Estado de São Paulo, que responde por 25% do mercado nacional, ter voltado à fase amarela, o que reduz o volume de clientes atendidos e o horário de funcionamento das concessionárias”, observou.

No corte por setores, o de au­tomóveis e comerciais leves teve 214,3 mil unidades vendidas, alta de 4,4% em relação a outubro, mas redução de 7,2% ante igual mês de 2019. No acumulado do ano, a queda é de 28,6%, para 1,72 milhão de unidades.

As vendas de caminhões, que somaram 9 mil unidades em novembro, subiram 13,2% frente a outubro, mas recuaram 1,6% ante igual mês de 2019. O resultado eleva as ven­das acumuladas des­de janeiro para 79,6 mil unidades, com queda de 14,8%.

“A melhora contínua da expectativa do PIB aumentou a demanda por caminhões. Porém, com a de­fasagem na oferta, alguns mo­delos só serão entregues no segundo trimestre de 2021”, afirmou Assumpção Júnior.

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