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Venda de veículos novos sobe 11,6% em maio ante abril

Venda de veículos novos sobe 11,6% em maio ante abril
Assumpção: “Se o estado e a Capital paulista estivessem operando normalmente, os resultados seriam ainda mais expressivos”. Foto: Divulgação

O “fundo do poço” para o mercado de veículos novos no Brasil durante a pandemia do novo coronavírus parece já ter passado. Em maio, segundo mês de concessionárias fechadas em vários Estados, as vendas de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus somaram 62,2 mil unidades, alta de 11,6% em comparação a abril, que registrou 55,7 mil licenciamentos, de acordo com balanço divulgado nesta terça-feira (2) pela Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Na comparação com maio do ano passado, contudo, as vendas ainda despencam, com retração de 74,6%. De janeiro a maio, o tombo é de 37,7%, com a venda de 675,9 mil veículos.

No corte por segmentos, o de veículos leves – que representou 90% do mercado em maio – somou 56,6 mil unidades, baixa de 75,8% ante igual mês do ano passado, mas alta de 10,8% em relação a abril. No acumulado do ano, foram emplacadas 640,5 mil unidades, queda de 38,1% na comparação com igual período de 2019.

No segmento dos pesados, foram emplacadas 5,6 mil unidades no quinto mês do ano, queda de 50,8% na comparação com igual mês do ano passado, mas com crescimento de 27,2% em relação a abril. No acumulado do ano, foram vendidas 28,8 mil unidades, recuo de 28,4%.

Para o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, a abertura de algumas concessionárias e o retorno de funcionamento de parte dos Detrans (incluindo São Paulo) já resultaram em pequena melhora para o setor em maio.

“Observamos que a abertura parcial de alguns Detrans, que começaram a operar com agendamento, as vendas não presenciais e a liberação de alguns municípios para abertura plena das concessionárias (vendas e pós-vendas), resultaram nesta melhora, ainda que pequena, mas já como a primeira sinalização positiva, para voltar à normalidade”, disse Assumpção Júnior. “Se o estado e a Capital paulista estivessem operando normalmente, os resultados seriam ainda mais expressivos, já que São Paulo representava, antes da crise, mais de 26% das vendas de veículos e passou a representar apenas 0,9%, em abril, e 1,6%, em maio”, prosseguiu.

Apesar da autorização dada pelo governo do Estado para flexibilizar a quarentena a partir de 1º de junho, o prefeito da Capital, Bruno Covas (PSDB), estendeu as medidas de isolamento social até o próximo dia 15. Paralelamente, a prefeitura começa a negociar com cerca de 50 setores os protocolos de segurança sanitária para a reabertura comercial. A Fenabrave já encaminhou documento contendo as medidas que serão adotadas nas concessionárias da Capital.

Além da reabertura das concessionárias, a Fenabrave espera que o sistema financeiro também colabore com crédito – não apenas para as empresas como também para os consumidores, pois a aprovação cadastral, para o financiamento de automóveis, está mais restritiva e as taxas de juros, elevadas, na avaliação da entidade. “Assim que ocorrer o retorno gradual do mercado, com crédito e renda retornando aos patamares habituais, esperamos que as concessionárias voltem a níveis sustentáveis de vendas e os empresários possam ter clareza para definir o rumo de seus negócios. Estamos bastante confiantes que dias melhores virão”, concluiu.

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