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Varejo do ABC vende R$ 19,8 bilhões no 1º semestre e tem melhor resultado em sete anos

Varejo do ABC vende R$ 19,8 bilhões no 1º semestre e tem melhor resultado em sete anos
Vendas de eletrodomésticos e eletrônicos cresceram 10% no primeiro semestre no ABC. Foto: Arquivo

Boa notícia para a economia do ABC: as vendas do comércio va­rejista da região somaram R$ 19,8 bilhões no primeiro semestre deste ano, com alta real (considerada a inflação) de 5,6% em relação ao apurado no mesmo período de 2018 (R$ 18,76 bilhões).

Trata-se do melhor resultado para os seis primeiros meses do ano desde o primeiro semestre de 2012, quando o varejo da região re­gistrou vendas de R$ 19,84 bi­lhões.

Os dados integram a pes­qui­sa realizada pela Federação do Comércio do Estado de São Pau­lo (FecomercioSP), elabo­rada com base em informações da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz).

Em junho, as vendas do se­tor nos sete municípios somaram R$ 3,4 bilhões, aumento real de 6,7% contra o apurado no mesmo mês do ano passado (R$ 3,19 bilhões).

Para o fechamento de 2019, a FecomercioSP projeta al­ta de 3% nas vendas do varejo da re­gião. Se o porcentual se confirmar, este será o quarto ano seguido de aumento, após variações positivas de 2,8% em 2018, 5,2% em 2017 e 1,1% em 2016.

O assessor econômico da Fe­comercioSP Guilherme Diet­­­­­ze afirmou que, embora o empre­go com carteira assinada tenha andado de lado no ABC no ano passado e em 2019, o aumento da ocupação informal e a manutenção da inflação sob controle têm conse­guido sustentar o fa­­turamento do varejo.

“A nova economia tem cri­a­­do postos de trabalho para mo­­toristas de aplicativo, pres­tadores de serviço e microempreendedores que es­tão à margem  do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Com a crise, es­se contingente tem oferecido importante contribuição pa­ra o consumo”, afirmou.

Na comparação entre o pri­meiro semestre deste ano e o mesmo período de 2018, todas as nove atividades pesquisadas pela FecomercioSP tiveram alta no faturamento real. Os desta­ques foram os segmentos de mó­­veis e decoração (38,4%), ele­­trodomésticos e eletrônicos (10%) e concessionárias (9,5%).

Esses segmentos têm em co­mum a base de comparação fraca e a dependência de financiamento. Para Dietze, a me­lhora reflete a menor seletividade por parte das institui­ções financeiras. “Com a re­cu­pe­ra­ção do emprego e a redução da inadimplência, os bancos aumentaram a oferta de crédito, que tem sido estimulante para o varejo no Estado”, afirmou.

O assessor econômico da Fe­­comercioSP entende que a li­beração de R$ 500 das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) – que começará amanhã (13) – deve esti­mular as compras neste segundo semestre. “As condições para o consumo estão melhorando gra­dativamente. Não é nada exuberante, mas é um si­nal bastante positivo para o varejo neste final de ano”, afirmou.

O último trimestre é o período mais importante do ano para o setor e compreende Dia das Crianças, Black Friday e Natal.

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