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Varejo contrata 311 no ABC em agosto, mas nível de emprego cai 3,6% em 12 meses

Setor de concessionárias de veículos teve recuo de 7,7% nas vagas formais em agosto. Foto: Arquivo

O comércio varejista do ABC abriu 311 postos de trabalho em agosto, resultado de 4.005 admissões e 3.694 desligamentos, segundo pesquisa da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FecomercioSP), elaborada com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e da Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Porém, em 12 meses foram eliminados 4.071 empregos com carteira assinada na região, o que levou ao recuo, na comparação com agosto de 2015, de 3,6% do estoque total, para 109.905 trabalhadores formais.

Oito das nove atividades analisadas apresentaram variação negativa no estoque de empregados em agosto em relação ao mesmo mês do ano passado no ABC. As maiores quedas na ocupação formal foram verificadas nos segmentos de lojas de vestuário, tecidos e calçados (-8,2%), concessionárias de veículos (-7,7%) e lojas de móveis e decoração (-6,7%). Apenas os supermercados apresentaram leve crescimento de 0,1% na mesma base comparativa.

Estado

Assim como no ABC, o comércio varejista do Estado gerou novos empregos em agosto. Foi a segunda alta seguida, o que pode ser um esboço da recuperação do mercado de trabalho do setor. Desde outubro e novembro de 2014, o varejo paulista não registrava dois saldos positivos consecutivos. Em agosto foram criados 7.235 empregos, resultado de 71.908 admissões e 64.673 desligamentos. Com isso, o estoque de trabalhadores atingiu 2,071 milhões no mês, redução de 3,1% na comparação com agosto de 2015.

Segundo a FecomercioSP, a abertura de postos de trabalho pelo comércio varejista em agosto é uma tendência histórica, motivada pelo baixo número de desligamentos, já que o mês antecede a data-base da negociação coletiva do setor e, segundo a lei, todo empregado dispensado sem justa causa no período de 30 dias que antecede a data de sua correção salarial terá direito à indenização adicional equivalente a um salário mensal.

Mesmo com o saldo positivo em agosto, apenas duas das nove atividades pesquisadas apresentaram crescimento no número total de empregos na comparação com o mesmo mês de 2015: farmácias e perfumarias (1,9%) e supermercados (0,3%). Os destaques negativos foram os setores de concessionárias de veículos (-7,3%), lojas de móveis e decoração (-7,2%) e de lojas de vestuário, tecidos e calçados (-6,9%).

Sazonalidade

Segundo a FecomercioSP, mesmo que o saldo positivo de agosto seja influenciado pela sazonalidade da data-base da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e da necessidade de redução de custos por parte das empresas, o saldo de agosto é superior ao registrado no mesmo período de 2015, quando se atingiu o pior patamar de criação de vagas para o mês desde 2007.

Com base nos dados, a FecomercioSP afirma que a geração de empregos celetistas no setor se mostra em recuperação em relação ao ano passado e consolida-se no segundo mês consecutivo. Ainda segundo a entidade, a tendência positiva é resultante de melhora na conjuntura econômica, atrelada a melhores expectativas de consumidores e empresários.

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