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Vaguinho quer atendimento médico com especialistas

Vaguinho: ”Podemos assumir os gastos da UPA, não falta dinheiro, falta gestão”. Foto: Eberly Laurindo

O vereador e candidato a prefeito de Diadema pelo PRB, Wagner Feitoza, o Vaguinho, declarou em entrevista ao Diário Regional que pretende que a prefeitura assuma atendimentos médicos com especialistas, caso seja eleito. O republicano promete ampliar o horário de funcionamento de ao menos uma Unidade Básica de Saúde por região, aumentar o número de passagens gratuitas no transporte coletivo para deficientes e estudantes, além de revitalizar a região do Eldorado para turismo náutico e gastronômico.

Cite os projetos de sua plataforma para saúde, educação, saúde; geração de emprego e renda; meio ambiente e sustentabilidade; transporte e mobilidade urbana e habitação.
Primeiro, temos 20 Unidades básicas de saúde na cidade, quase duas por bairro. Vamos acabar as reformas que começaram ainda na gestão passada e não foram concluídas nesta. Vamos informatizar todas as UBSs, para controlar entrada e saída de medicamento e produtos; fazer diagnóstico do bairro para saber quantas pessoas são diabéticas, tem problemas cardiológicos, hipertensão, e quantas crianças tomam algum tipo de leite especial. Tudo isso para saber o que a região precisa. Como vou agir para avançar no tratamento daqueles pacientes.

Vamos deixar quatro UBSs abertas até 21 horas, uma por região. Esse horário é para não incidir adicional noturno. Vamos reabrir o pronto atendimento infantil na UBS Nações, imediatamente. Vamos reabrir a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Paineiras, voltar a funcionar 24 horas, e se o governo federal não mantiver o convênio, a prefeitura vai assumir os custos. Existem condições financeiras para isso.

Atendemos hoje a mesma quantidade de pacientes de 2012 e tivemos aumento de quase R$ 100 milhões no orçamento da área. O problema é má gestão, falta gerenciar, fazer um enxugamento da máquina, especialmente nos cargos comissionados. Vamos transferir a maternidade do Hospital Piraporinha para o antigo pronto-socorro, na Rua Oriente Monti com a Avenida Alda, porque esse prédio já está alugado pela prefeitura. Vamos transferir o CRT (Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS) para outro local, não precisa ficar em um lugar tão grande como ali.

Na educação, uma das principais demandas é a questão da conservação das escolas. Vamos fazer um pente fino nas 56 unidades para poder remediar tudo isso. Vamos retomar o atendimento das 7h às 17 horas nas creches. Vamos zerar a fila de crianças de 4 e 5 anos – temos hoje 800 crianças esperando uma vaga. Precisamos de 20 salas e já fizemos um estudo, é possível abri-las nas escolas já existentes. Vamos contratar mais professores para garantir o número de 32 alunos por sala, ou 28 alunos se houver algum com necessidades especiais na turma e fazer valer a lei que é de minha autoria, que quando existe algum aluno com necessidade especial na sala, a turma fica com dois professores.

Vamos fazer um levantamento de quantas crianças com necessidades especiais estão na rede, qual é a necessidade deles, se é autismo, se é microcefalia, porque hoje a atual gestão não sabe, não tem essa informação. Hoje o Estado financia 100% a bolsa para um aluno autista e Diadema não usa porque não tem essa política, não tem esse levantamento, não vai atrás do convênio.

Vamos colocar na Fundação Florestan Fernandes uma escola técnica e um centro de formação de ensino superior para funcionários públicos, para qualificar os servidores. Descentralizar os cursos profissionalizantes, para os cursos não serem apenas no Centro, tem que ir para a periferia, para os bairros. O uniforme, entregar no máximo com duas semanas de aula. Talvez no primeiro ano não seja possível, mas a partir do segundo ano, esse será o prazo.

Diadema está muito bem localizada, perto do Centro de São Paulo, do porto de Santos, do Rodoanel, todo empresário gostaria de ter uma empresa em Diadema. Tenho conversado com empresários e o que querem não é isenção fiscal, é uma cidade segura, que tenha um viário que facilite o escoamento do produto dele. Diadema tem dez centros comerciais. A atual gestão está reformando alguns, a toque de caixa, uma obra eleitoreira. Trocaram as calçadas do Serraria sem necessidade. Podia ter colocado um boulevard, para o morador parar lá, sentar, comprar nas lojas, colocar estacionamento em 45 graus, a fim de valorizar a região.

Queremos também levar para cada região uma sala do empreendedor, a fim de ter alguns atendimentos da Central de Atendimento, também um posto do centro de emprego, trabalho e renda, descentralizar. Buscar parcerias com serviços como Sebrae, colocar atendimento do Banco do Povo, para apoiar o microempreendedor, que muitas vezes também gera emprego.
Na área de meio ambiente e sustentabilidade preciso destacar que Diadema tem em 30 km³, 22% de área de mananciais e 5% de área de mata fechada. É pouco. Vamos fazer um inventário arbóreo, para saber quais são os tipos de árvores que nós temos, como o estado de saúde fitossanitária delas. Vamos investir para poder recuperar árvores, evitar que uma árvore caia, mate uma pessoa, danifique um carro. Sai mais barato fazer o levantamento do que indenizar alguma ocorrência nesse sentido. Quero me adiantar, ao invés do morador vir solicitar uma poda, a prefeitura já vai saber o que precisa ser feito.

Hoje, a prefeitura gasta até R$ 40 milhões ao ano com coleta de lixo e entulho. Vamos implantar a coleta seletiva porta a porta, para reduzir esse valor e valorizar os catadores e as co­operativas da nossa cidade. Hoje se gasta R$ 10 milhões para descarte de entulho. Vamos monitorar os pontos de descarte de entulho, que são mais de 100, com câmeras, e criar uma usina de reciclagem para resíduos sólidos, para reduzir os custos. Vamos fazer na Estação de Transbordo que já existe, não é um projeto grande, já temos o estudo. Ampliar os ecopontos e disponibilizar um serviço telefônico para quem não puder levar o entulho, o material grande para o ecoponto, para que a prefeitura retire.

Na região do Eldorado, queremos valorizar a região como um polo gastronômico, recuperar a represa, aumentar o espelho d’água, colocar um atracadouro para embarcações e incentivar o turismo, incentivar os restaurantes, esportes náuticos e dar vida para aquela região.

Na área de transporte e mobilidade urbana, uma das principais coisas que vamos fazer é um transporte realmente de qualidade e não é só ônibus novos. Isso é obrigação da empresa. No horário de pico, os ônibus estão sempre lotados, porque o intervalo entre as partidas é muito grande. Vamos reduzir e reajustar as linhas. Vamos fazer com que a lei seja cumprida e exigir ar condicionado nos veículos e wi-fi em todos os ônibus, porque internet hoje é necessidade. Não adianta ter todos os ônibus com elevador para deficientes, se as calçadas não oferecem condições para embarque, se não tem o abrigo para a pessoa ficar esperando o seu transporte. A gente vai rever tudo isso.

As empresas têm de se responsabilizar pelas paradas. Diadema hoje um transporte de R$ 3,80 e o passageiro roda 15 quilômetros, 16 quilômetros no máximo. Vamos liberar a passagem para os deficientes, que hoje só tem direito a duas passagens e essa pessoa não vai só ao médico. Tem vida social. Para os estudantes, vamos liberar quatro passagens diárias, dar a gratuidade para o idoso a partir dos 60 anos.

Vamos colocar uma central de monitoramento, com faróis inteligentes, para que o transito flua. Vamos integrar com o sistema da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), para melhorar o fluxo em pontos de cruzamento com o corredor do trólebus. Vamos abrir, na Fagundes de Oliveira, uma saída direta para quem vai a São Bernardo não ter que fazer o retorno na igreja. Terminar as obras, na divisa com São Bernardo, perto do núcleo da Naval, para concluir a obra na parte de Diadema.

Diadema é uma cidade nova, que nos anos 1980 e 1990 cresceu muito e de forma desordenada, isso se reflete nos problemas da habitação. Vamos focar a regularização fundiária dos núcleos habitacionais, discutir com a população, com o cartório de notas, com os moradores, explicar como vai ser feito, fazer tanto em áreas particulares quanto públicas. Adequar o plano diretor a essa regularização e revitalizar os núcleos habitacionais, separar a água de chuva da água de esgoto. Diadema verticalizou muito nos últimos tempos, mas não tem muitas unidades para famílias até três salários mínimos. Não tem projeto com essas construtoras que exploraram e não deram a contrapartida de zero a três. Vamos cobrar isso das empresas.

O PRB disputa com nomes e partidos que têm histórico de comando na cidade. Qual o diferencial do partido e do candidato para convencer o eleitor a optar pelo projeto ?

Vamos trabalhar com a verdade. Montamos um grupo coeso, pensando no melhor para a cidade. Independentemente da questão partidária o PRB tem dado toda a estrutura para desenvolvermos nosso trabalho na cidade. Há um ano e meio nos reunimos com cinco vereadores, com lideranças, com a comunidade, nos organizamos para que tivéssemos uma candidatura própria, diferente do que está aí hoje e diferente do que teve na cidade nos últimos 30 anos. A gente quer mudar a cidade de verdade.

Na eleição passada, a cidade quis mudança, depois de um projeto de 30 anos, mas a mudança não veio. A gente quer a mudança de verdade, sem promessas faraônicas, sem coisas que não podemos cumprir.Temos um plano de governo coeso, discutido com técnicos que entendem dos temas, mas o principal, discutido com a população. Esse é o diferencial tanto do PR B quanto meu.

Como o partido tem lidado com a questão de recursos, uma vez que foram proibidas as doações de pessoa jurídica?
O PRB vem ajudando com o fundo partidário.

A sua campanha é a que tem mais recursos até o momento na cidade.

Estamos seguindo a lei. Se a minha foi a mais e não tenho quase nada, não imagino dos outros. Temos muitas pessoas trabalhando voluntariamente.

Qual avaliação o partido/candidato faz dessa campanha mais curta, a primeira depois da minirreforma política aprovada no Congresso?

Campanha é campanha. Estar na rua, falar com o povo. Tenho a minha vice, vereadora Cida Ferreira (PMDB), que agregou muito à nossa campanha. Aonde você chega, todo mundo a conhece. Ela tem 28 anos na política, sem nenhum envolvimento com corrupção. Então, a gente sai na rua de peito aberto para a campanha.

O atual prefeito fala muito em dificuldades financeiras. Como pretende equalizar a questão dos recursos?

A primeira coisa que vamos fazer quando assumirmos, é auditar todos os contratos da prefeitura. Assumir nossa responsabilidade, rever os cargos comissionados, os salários, diminuir as secretarias das atuais 19 para 14, entender a situação da máquina administrativa, a frota de veículos, vamos rever tudo isso e ver onde é possível economizar. Temos receita de R$ 1,3 bilhão, não podemos ficar transferindo a responsabilidade para o governo estadual ou governo federal. Primeiro preciso saber onde e como estou gastando para não gastar mal.

Já existe alguma ideia de posicionamento para um provável segundo turno, caso não esteja entre os candidatos que vão disputar?
Não tem essa possibilidade. Ou a gente mata no primeiro turno, ou a gente vai disputar o segundo turno. Não passa pela nossa cabeça não ser prefeito da cidade.

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