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Vacinação derruba internações por covid-19 no ABC ao menor patamar desde maio de 2020

Segundo a plataforma Info Tracker, a região tinha ontem 170 pacientes em Unidades de Terapia Intensiva e 197 em enfermarias
Segundo a plataforma Info Tracker, a região tinha ontem 170 pacientes em Unidades de Terapia Intensiva e 197 em enfermarias

O número de pacientes in­ternados no ABC por com­plica­ções decorrentes da covid-19 caiu, ontem (6), ao patamar mais baixo desde maio do ano passado, quando o governo do Estado começou a monitorar esse indicador no âmbito do Plano São Paulo.

Os hos­pitais públicos da re­gião ­ti­­nham ontem 367 leitos ocu­­pados por pacientes com covid-19, dos quais 170 Uni­­da­­­des de Terapia Intensiva (UTIs) e 197 em enfermarias. É o que mostra a platafor­ma In­fo Tra­cker, mantida por pes­quisa­dores do campus São Car­­los da Universidade de São Pau­­lo (USP) e da Universida­de Es­ta­dual Paulista (Unesp).

Segundo a plataforma, o ABC tinha ontem 1.804 leitos exclusivos para pacientes com covid-19, dos quais 766 UTIs e 1.038 em en­fermarias. Assim, as taxas de ocupação corres­pondiam a 20,3% (geral), 22,2% (UTI) e 19,0% (enfermarias).

A taxa de ocupação mantém trajetória de queda mesmo com a redução no número de lei­tos covid-19 disponíveis na re­gião. Basta lembrar que, compa­­ra­ti­vamente a abril deste ano, quando o ABC chegou a ter qua­se 3,3 mil leitos, 45% (1,5 mil) fo­ram desativados desde então.

A Prefeitura de Santo André, por exemplo, comemorou no sábado (4) a marca de quatro dias seguidos sem pacientes no Hospital de Campanha do com­ple­­xo Pedro Dell’Antonia, o pri­mei­ro a ser instalado na cidade. “É uma imagem que a gente só viu quando abriu esse hospital, há mais de 500 dias”, recordou o prefeito Paulo Serra (PSDB).

Em junho, Santo André desmontou o hospital instalado no campus da Universidade Fede­ral do ABC (UFABC), que tinha 680 leitos. Decisão semelhante foi tomada pela Prefeitura de Ribeirão Pires, que desmobilizou seu equipamento, dotado de 41 leitos.

VACINAÇÃO

A redução na estrutura de atendimento só foi possível por­que o avanço da vacinação reduziu a pressão sobre o sistema público de saúde, derrubando tanto o número de casos como o de óbitos pela doença. Segundo o painel da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), a re­gião registrou 55 mortes na 35ª semana epidemiológica deste ano, encerrada no úl­timo sábado (4). O número é 88,2% inferior ao apurado na 15ª semana (468 óbitos), em abril, que é o pico da segunda onda da pandemia no ABC.

É também o menor número de mortes desde a 48ª semana epidemiológica de 2020, em meados de novembro, quando 49 vidas fo­ram perdidas para a doença (veja gráfico acima).

Queda de magnitude igualmente significativa foi obser­vada no total de casos. Tam­bém segundo o painel da Fun­­da­ção Seade, o ABC registrou 2.037 dia­gnósticos de covid-19 na se­­­­mana en­cerrada no sá­bado, to­­tal 67,8% infe­rior ao da 12ª sema­na epidemiológica (6.332), que é o pico de casos na região.

Apesar da lentidão na va­cinação contra a covid-19, a queda nos indicadores de óbitos, casos e internações é resultado do avanço da imunização. Segundo o Consórcio Inter­mu­nicipal ABC, os sete municípios atingiram na úl­tima quinta-feira (1º) a marca de metade da população adulta com esquema vacinal completo.

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