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Troca de chefe da Controladoria gera embate entre Doria e Haddad

Doria: “quem é Fernando Haddad, do PT, para dizer que uma gestão do PSDB não quer combater a corrupção? ”. Foto: ArquivoO prefeito João Doria (PSDB) e seu antecessor, o petista Fernando Haddad, protagonizaram nesta sexta-feira (18) o primeiro grande confronto após as eleições, motivado pela atuação do tucano em relação à CGM (Controladoria Geral do Município).

Em uma rede social, Had­dad acusou Doria de praticar um “desmonte” da CGM. Doria, por sua vez, rebateu dizendo que o PT “deu aula e pós-graduação em corrupção”. Haddad fez crítica em rede social após Doria demitir a controladora-geral Laura Mendes Amando de Barros, servidora de carreira, para colocar um aliado no posto.

Em um texto intitulado “O fim da Controladoria Geral do Município”, Haddad afirmou que “estamos retrocedendo” e lembrou a criação do órgão em sua gestão (2013-2016). “Esse órgão está sendo desmontado. Num primeiro movimento, retiraram dele o status de secretaria diretamente ligada ao gabinete do prefeito. E, agora, demitem um quadro técnico para nomear um aliado, retirando-lhe a autonomia”, escreveu Haddad.

Até o momento, o ex-prefeito vinha mantendo uma postura mais diplomática, apenas respondendo às críticas da equipe de Doria à sua gestão. A crítica feita por Haddad ocorre no momento em que ele é visto como um “plano B” do PT, no caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser impedido pela Justiça de concorrer à presidência em 2018. E Doria, por sua vez, se movimenta de maneira cada vez mais intensa para a candidatura ao Planalto, disputando com seu padrinho político, Geraldo Alckmin (PSDB).

“Quem é Fernando Haddad, do PT, para dizer que uma gestão do PSDB não quer combater a corrupção? O PT deu aula e curso de pós-graduação em corrupção no País durante 13 anos”, afirmou Doria, por meio da assessoria.

Em nota, a equipe tucana também afirmou que Haddad, “que seis meses antes de deixar o cargo tinha 48% de rejeição, não pode se arvorar a ser o único a praticar a moralidade na gestão pública”.

Segundo a gestão Doria, “qualquer insinuação de que a substituição no comando do órgão vai acarretar prejuízo às investigações é infundada”, além de um “desrespeito” ao novo controlador-geral, Guilherme Mendes”.

A controladora demitida trabalhava na CGM desde a criação do órgão, em 2013, na gestão de Haddad. Atualmente, ela investigava um esquema no qual servidores cobravam propina para fazer vista grossa a propaganda irregular nas ruas da cidade.

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