Esportes, Paulistão

Tribunal vai ouvir envolvidos em confusão da final do Paulista

O presidente do Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP), Antonio Assunção de Olim, afirmou que vai convocar os envolvidos na polêmica sobre a não marcação do pênalti para o Palmeiras na final do Paulista. Os depoimentos estão previstos para o dia 23 de abril.

O Palmeiras divulgou, ontem (10), vídeo que diz ser evi­dência de interferência externa no trabalho da arbitragem durante o segundo jogo da final do Campeonato Paulista, vencido pelo Corinthians no Allianz Parque.

Diretor de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol (FPF), Dionísio Roberto Domingos sobe pelo túnel da arena, entra em campo e, segundo o Palmeiras, se comunica com o assistente.

“Considerando que se trata de violação clara das normas da International Board e do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que deve resultar invariavelmente na anulação da partida, o Palmeiras aguardará o pronunciamento imediato das entidades administrativas do esporte a respeito das providências sobre o assunto, sob pena de adotar todas as medidas cabíveis para garantir a lisura da competição e seus direitos”, diz o clube em nota.

No entanto, a FPF alega que não há qualquer irregularidade na presença do dirigente no gramado. A entidade admite que Dionísio não poderia conversar com os membro do quadro de arbitragem da partida, mas o argumento é de que as imagens não comprovam se houve mesmo comunicação entre os profissionais.

“(Dionisio) poderia estar (no campo), mas não deveria. Não deve falar com a equipe de arbitragem, não é recomendado”, disse Salvio Spinola, ex-árbitro e atual comentarista na ESPN Brasil.

Spinola disse que, em cam­peonatos organizados pe­la Confederação Brasileira de Futebol (CBF), há a fi­gura do tutor, que às vezes avalia no gramado a atuação da arbitragem. Essa função, porém, não é padrão no Paulistão.

“Tutor é uma espécie de orientador. A CBF passou a adotar essa figura em alguns casos. Desconheço que a FPF escale tutores. O importante é saber a escala dos oficiais do jogo. A CBF informa na escala o tutor. Nunca vi na FPF”, completou Salvio.

 

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