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Tribunal arquiva inquérito sobre interferência externa em final

Tribunal arquiva inquérito sobre interferência em final
Para TJD, não há prova de que Souza recebeu informação de fora. Foto: Robson Ventura/Folhapress

O Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP) determinou, ontem (23), o arquivamento do processo em que o Palmeiras pede a impugnação da final do Campeonato Paulista contra o Corinthians, por considerar que houve interferência externa no lance do pênalti inicialmente marcado e, depois, corrigido pelo árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza.

Segundo relatório apresentado pelo procurador Marcelo Augusto Gondim Monteiro, relator do caso, o Palmeiras não mostrou elementos suficientes que pudessem comprovar interferência do diretor de arbitragem da Federação Paulista de Futebol (FPF), Dionísio Roberto Domingos, que estava à beira do gramado.

“O caso está exaurido da parte da relatoria. Fatos novos poderão ensear outra investigação. Esta particularmente está encerrada a partir do momento da entrega do relatório com os apontamentos que fizemos”, disse Marcelo Monteiro, na sede do TJD-SP.

No relatório, cuja leitura das 17 laudas levou mais de 40 minutos, os depoimentos dos árbitros e assistentes envolvidos na partida confirmam a presença de Dionísio Domingos na partida, mas como tutor da arbitragem, e dizem não ter recebido nenhum tipo de conselho por parte dele.

Com o arquivamento do caso, o Palmeiras pode recorrer no pleno do TJD-SP. Novas provas que o clube eventualmente possa apresentar darão início a novo processo.

Celular na mão

A investigação do Palmeiras encontrou um integrante da FPF à beira do gramado com um celular na mão, o que infringe o regulamento da competição. Fotos mostram ainda que há contradição no depoimento dos envolvidos, especialmente na declaração de Dionísio Roberto Domingos.

A reportagem teve acesso a parte do documento elaborado pela Kroll, empresa contratada para ajudar o clube na busca de provas de que a atuação do árbitro ao anular o pênalti marcado em cima de Dudu foi irregular. Nele, três fotos tiradas em momentos diferentes mostram Marcio Verri Brandão com o aparelho na mão.

Em depoimento dado no TJD-SP, na última semana, Domingos, afirmou que “achava que Verri era apenas um segurança” dos árbitros e reforçou que não é permitido o uso de celular durante a partida.

Um documento publicado pela própria FPF em seu site, no dia 19 de maio de 2016, mostra que Verri faz parte de Comissão Estadual de Arbitragem da entidade, cujo presidente, à época, era Ednilson Corona.

 

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