Política-ABC, São Caetano do Sul, Sua região

Transição de governos começa sem a presença de Auricchio e Pinheiro

Minciotti  e Bonome coordenam os grupos de Auricchio e Pinheiro, respectivamente. Foto: Arquivo

Um mês após o resultado das urnas, as comissões indicadas pelo prefeito eleito de São Caetano, José Auricchio Junior (PSDB), e pelo atual chefe do Paço, Paulo Pinheiro (PMDB), deram início ontem (10) ao processo de transição de governos. Ao contrário do ocorrido nas demais cidades, nem Pinheiro nem Auricchio participaram do prime­i­ro encontro entre as equipes. A próxima agenda entre os grupos está marcada para o dia 22.

Na reunião de ontem, ambas as equipes estabeleceram procedimentos para o andamento dos trabalhos e um cronograma de reuniões. A expectativa é de que os grupos realizem encontros semanais a fim de agilizar o processo de troca de gestões.

“Foi uma abordagem in­trodutória, de aproximação entre os dois grupos. Ambos evidenciaram a disposição e a boa vontade de contribuir para o processo transcorrer de forma adequada. Parte dos documentos que solicitamos já foi entregue e os demais virão na sequência. A pauta girou em torno do operacional”, informou Silvio Minciotti, coordenador da comissão de Auricchio.

Além de Minciotti, também compõem o grupo de transição do tucano a médica Adriana Berringer Stephan, o engenheiro e ex-vice-prefeito Iliomar Darronqui, a advogada Fabiane Vigilio Galarraga e o administrador Rodrigo Toscano.

A equipe de Pinheiro tem como coordenador o secretá­rio de Governo, Nilson Bonome (PMDB), e como integrantes a secretária de Assuntos Jurídicos, Ana Maria Giorni Caffaro; o procurador-Geral do município, Marco Antonio Iamnhuk; e o diretor administrativo da Fundação Municipal de Saúde (Fumusa), Lázaro Roberto Leão.

De acordo com o Minciotti, a prioridade será obter informações detalhadas sobre programas e ações implementadas pelo atual governo, as quais deverão ser continuados na próxima gestão. “A prioridade são todos aqueles atos que caracterizam a continuidade de um exercício para o outro. São decisões, ações que foram tomadas agora e repercutirão no próximo exercício. Temos preocupações no campo da Educação, por exemplo, sobre como vamos lidar com a questão das férias e como isso vai impactar o calendário”, informou.

Segundo o coordenador, também há preocupação quanto às dívidas da prefeitura com fornecedores e aos chamados “restos a pagar” que deverão ser herdados por Auricchio. “Solicitamos essas informações, mas nenhuma documentação ainda foi entregue. O governo está fazendo esse levantamento”, disse Minciotti.
Quando deixou o comando da prefeitura em 2012, Auricchio deixou R$ 263 milhões em dívidas e restos a pagar para seu sucessor.

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