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Trabalhadores da GM em São Caetano entram em greve por reajuste salarial

Trabalhadores da GM em S.Caetano entram em greve por reajuste salarial
Trabalhadores da GM aprovaram a greve durante assembleia realizada na fábrica. Foto: Divulgação/SMSCS

Os trabalhadores da fábrica da General Motors em São Cae­tano ratificaram em assembleia realizada nesta sexta-feira (1º) a decisão apro­vada na quarta-feira de paralisar suas atividades em re­jei­­ção à contraproposta salarial da montadora, e entraram em gre­ve por prazo indeterminado.

A greve ocorre pouco mais de um mês depois de a fábrica retomar atividades, em um tur­no, após quase três meses fe­chada por causa da falta de componentes eletrônicos e da realização de obras necessárias à pro­dução da nova picape Montana. O segundo turno foi retomado na última segunda-feira.

A direção da GM propôs acordo válido para dois anos, sendo que a reposição integral da inflação acumulada nos 12 meses encerrados em setembro (de 10,4%) seria aplicada aos salários em fevereiro. Para 2022, a proposta era de pagar apenas metade do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado nos 12 meses seguintes em fevereiro de 2023. A GM também ofereceu vale-alimentação de R$ 350 a funcionários que ganham até R$ 4,43 mil e abono de R$ 1 mil a ser depositado neste mês.

Na tarde de ontem ocorreu reunião de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), mas não houve acordo. “A empresa queria que a greve fosse suspensa para depois retomar negociação e não aceitamos”, afirmou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, Aparecido Iná­cio da Silva, o Cidão.

“Não nos restou alternativa senão paralisar as atividades da fábrica, pois a contraposta feita na mesa de negociação está aquém do que reivindicamos”, prosseguiu Cidão.

Os trabalhadores reivindi­cam reposição do INPC nos salários de setembro, aumento real de 5%, vale-alimentação de R$ 500 a R$ 1 mil, dependendo do salário, e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de R$ 18 mil, entre outros itens.

Além disso, os metalúrgi­cos reivindicam a manutenção das cláusulas sociais que constam do atual Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), particular­mente a clausula 42, que as­­segura estabilidade no em­­pre­go ao trabalhador porta­dor de doenças ocupacionais e a da­ta-base em setembro.

Em nota, a GM confirmou a greve e informou que está fazendo todos os esforços para chegar a um acordo que seja bom para ambas as partes. “A empresa espera que a situação possa ser resolvida o quanto antes, com um acordo viável e sustentável, e que rapidamente as operações de nossa fábrica estejam totalmente normalizadas.”

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