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Toyota quer produzir no Brasil carro movido a álcool, gasolina e eletricidade

Toyota quer produzir no Brasil carro movido a álcool, gasolina e eletricidade
Toyota Prius Híbrido Flex está sendo desenvolvido por engenheiros brasileiros. Foto: Divulgação/Toyota

A Toyota quer ser a primeira montadora a produzir um veículo capaz de rodar com gasolina, álcool ou eletricidade. O plano inclui produção nacional e foi anunciado ontem (19), na Capital.

A empresa apresentou o Prius Híbrido Flex, ainda um protótipo. O carro iniciou uma viagem de 1.500 km até Brasília, na qual será abastecido sempre com etanol.

O desenvolvimento es­tá sendo feito por engenheiros brasileiros, que já conhecem o sistema bicombustível dos carros nacionais. O casamento com o motor elétrico ocorre da mesma forma que no Prius convencional, a gasolina.

“Todo dia alteramos o programa de controle do car­ro para melhorar a dirigibilidade com etanol, que não pode ser muito diferente do uso com gasolina”, disse Edson Orikassa, engenheiro da Toyota e presidente da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA).

O protótipo é capaz de rodar consumindo apenas eletricidade no trânsito urbano. As baterias são recarregadas durante desacelerações ou por meio do motor a combustão, mais usado na estrada e nos momentos em que é preciso mais potência.

A montadora não divulgou números preliminares de consumo com álcool. Segundo dados do Teste Folha-Mauá, o modelo japonês percorre 22,8 km com um litro de gasolina na cidade.

Durante a apresentação do Prius flex, o CEO da Toyota na América Latina, Steve St. Angelo, afirmou que “sonha com a produção de um carro híbrido no Brasil”. Contudo, o escolhido deverá ser um modelo com maior potencial no mercado interno: o Corolla.

Atual líder de vendas em seu segmento, o sedã médio produzido em Indaiatuba deverá ganhar uma nova geração no país em 2020, quando terá a mesma plataforma do Prius atual.

O período até o lançamento do novo Corolla coincide com o calendário de desenvolvimento do híbrido flex.

Após a viagem de São Paulo a Brasília, o carro passará por análise técnica e será enviado para o Japão, onde a Toyota dará sequência a seu desenvolvimento. A versão que será produzida deve ser apresentada no fim de 2019.

Para Antonio Megale, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o desenvolvimento da tecnologia híbrido flex permitirá que o país passe por uma adequação global de seus produtos, ampliando as exportações.

Apesar de o número de veículos enviados ao exterior ter crescido 46,5% em 2017 e ajudado montadoras a superar a crise – 28% da produção foi enviada ao exterior –, as limitações dos automóveis nacionais e o não aproveitamento da tecnologia flex em outros países fazem com que o alcance se restrinja a mercados latino-americanos.

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