Esportes, Seleção Brasileira

Tite esconde escalação da seleção brasileira para não ‘municiar’ o Peru

Tite esconde escalação da seleção brasileira para não 'municiar' o Peru
Tite fez a última atividade na manhã desta segunda-feira, no CT Joaquim Grava. Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Ao contrário do que fez na véspera do duelo contra a Bolívia, na estreia das Eliminatórias, Tite preferiu não anunciar a escalação da seleção brasileira que vai enfrentar o Peru nesta terça-feira (13), às 21h, em Lima, pela segunda rodada da competição. A justificativa do treinador para esconder a equipe é não dar munição para o técnico Ricardo Gareca. Porém, adiantou que a base será mantida.

“Temos uma série de atletas de alto nível. Tenho uma equipe montada, mas não quero falar. Os atletas já sabem desde ontem (domingo). A base permanece, as ideias permanecem, mas não quero municiar o (Ricardo) Gareca. Você troca a característica do atleta e já traz uma adversidade”, justificou Tite, em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira.

O técnico completará contra os peruanos a marca de 50 jogos no comando da seleção brasileira. O adversário desta terça foi o rival derrotado na final da Copa América de 2019, mas também o último algoz da equipe de Tite, em amistoso realizado em setembro do ano passado. Para o comandante, o duelo não tem significado especial em razão da marca alcançada.

“É um adversário importante, com grau de dificuldade técnica e física superior ao que enfrentamos (na estreia). Precisamos ter a capacidade de contextualizar. Não estou pensando muito nos 50 jogos. Penso em uma ideia de futebol e que a equipe jogue muito. Que tenha a consciência de que precisa criar e fazer gol, ser dura e dificultar ao máximo o (jogo do) adversário. Se possível não tomar gol e que traduza isso em vitórias”, ressaltou.

O treinador fez um paralelo entre a Bolívia, goleada por 5 a 0 no primeiro desafio do Brasil nas Eliminatórias, e a seleção do Peru, que reconheceu ser mais forte e competitiva do que os bolivianos. A ideia, independentemente do adversário, é desenvolver um padrão de atuação e manter solidez e regularidade.

“O grau de expectativa deles (Bolívia) era fazer um bom jogo. Perder de pouco seria uma vitória para eles e nós, com a responsabilidade de jogar bem e fazer resultado. Passado esse ponto, o desafio é diferente, com uma equipe de nível técnico e físico superior, um desafio para nós: buscar repetir o padrão. Talvez não com a mesma força técnica. Vamos enfrentar um adversário mais forte em circunstâncias mais fortes”, analisou.

A pandemia de covid-19 alterou os planos da seleção. A comissão técnica consultou o departamento médico e decidiu não realizar treinamento em solo peruano. A última atividade foi feita na manhã desta segunda-feira, no CT Joaquim Grava. A delegação embarca para Lima às 17h.

“Conversamos com os médicos. Lembro perfeitamente, e a pergunta foi: a orientação médica, qual é? ‘Quanto menos tempo for, e se não tiver trabalho técnico e tático lá (no Peru) é melhor’. Então assim vamos fazer. A prioridade é a saúde e, na sequência, vêm o trabalho e futebol”, explicou Tite. “Seguimos aquilo que prevê o protocolo médico com o máximo rigor possível. Sei que não existe segurança total, mas o máximo que pudermos fazer (para evitar a contaminação do vírus) vamos fazer”, completou.

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