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Tigre desafia histórico ruim de times da região na Série D

O São Bernardo inicia amanhã (21) sua participação no Campeonato Brasileiro da Série D com a missão de fazer o que nenhum time do ABC conseguiu: obter o acesso à terceira divisão nacional.

Desde 2009, quando a Con­federação Brasileira de Fu­tebol (CBF) criou a competição, duas equipes da região tentaram o feito: Santo André e São Caetano, ambas sem sucesso.

Ramalhão e Azulão têm em comum o fato de terem disputado a Série D porque foram rebaixados. O Tigre é, assim, o primeiro time do ABC a jogar o torneio porque se classificou no Campeonato Paulista – chegou as quartas de final do Estadual no ano passado.

O São Caetano foi o que chegou mais perto do acesso. Em 2015, o time fez a melhor campanha entre os 40 participantes da primeira fase e passou pelo Coruripe-AL nas oitavas de final, mas acabou eliminado na etapa seguinte pelo Botafogo-SP.

O Santo André, por sua vez, chegou as oitavas em 2013, mas foi superado pe­lo Metropolitano-SC.

A eliminação custou caro às equipes da região, que “desapareceram” do calendário regular nacional.

De modo geral, o desempenho dos times paulistas têm sido modesto na Série D. Em oito anos de disputa, o Estado obteve um título – o do Botafogo, no ano passado – e quatro acessos – de Botafogo, São Bento (2016), Oeste (2011) e Mogi Mirim (2012).

Balde de água fria

Com o debute no Campeonato Brasileiro, o São Bernardo enxergava 2017 como o ano mais importante de sua história. Porém, o rebaixamento no Paulistão foi um balde de água fria na empolgação do clube, que teve de reconstruir a equipe após a disputa do Es­tadual. Saíram o técnico Sérgio Vieira e boa parte do elenco aurinegro.

Para o lugar do português, a diretoria do Tigre contratou Wilson Jr. – que, como jogador, defendeu o time do ABC em 110 partidas. Coube ao ex-goleiro, em apenas três semanas, reestruturar o grupo com a contratação de ao menos nove jogadores.

“Não é de hoje que o São Bernardo merece disputar o Brasileirão. A comissão técnica e a diretoria têm trabalhado com muita responsabilidade. A acreditamos que estamos no caminho certo pa­ra brigar pe­lo acesso”, disse.

Entre as caras novas do Tigre figuram os zagueiros Douglas (ex-Veranópolis), Thia­go Cesar e Dogão (ambos ex-Juventus); os laterais Edvan (ex-Juventus) e Felipe Assis (ex-Gama); os meias Luiz Fe­lipe (ex-Atlético-GO) e Fran­cismar (ex-Rio Claro); e os atacantes Alvinho (ex-Gama), Johnny e Ricardinho (ambos ex-Juventus).

O primeiro adversário se­­rá o Novo Hamburgo, que surpreendeu o país ao conquistar o Gauchão. Porém, dos 11 titulares do time na final, apenas um segue no clube. O técnico também mudou: saiu Beto Campos e entrou Ben Hur Pereira.

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