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Tiggo 7 passa a ser vendido na versão Pro e agrega itens ‘herdados’ do Tiggo 8

Tiggo 7 passa a ser vendido na versão Pro e agrega itens 'herdados' do Tiggo 8
Imponência no estilo do Tiggo 7 Pro expressa-se principalmente na grade com desenhos tridimensionais. Foto: Luiz Humberto Monteiro Pereira/AutoMotrix

LUIZ HUMBERTO MONTEIRO PEREIRA
AutoMotrix

A Caoa Chery apresentou o utilitário esportivo médio Tiggo 7 na nova versão Pro, que subs­titui a TXS. Com visual bastante renovado, o modelo montado na cidade goiana de Anápolis conta com novo conjunto motor-câm­bio e aprimoramentos na transmissão e suspensão. Com seus 4,50 metros de comprimento, 1,84 m de largura, 1,70 m de altura e 2,67 m de entre-ei­xos, o SUV cresceu para se tornar mais espaçoso, além de possuir porta-malas 15% maior – agora são 475 litros, ante os 414 anteriores.

O Tiggo 7 Pro está sendo oferecido nas 137 concessioná­rias Caoa Chery do país pelo preço de lançamento de R$ 179.990 – o valor depois disso não foi confirmado, nem o prazo de validade da promoção. O Tiggo 7 anterior teve vendidas 3.791 unidades de janeiro a novembro, média de 344 mensais. Vinte e quatro horas após a apresentação, rea­lizada no último dia 16, o Tiggo 7 Pro registrou recorde na história da Caoa Chery ao contabilizar mais de 500 unidades encomendadas – desempenho animador para os executivos da marca criada em 2017 com a aquisição de 50,7% das operações nacionais da montadora chinesa Chery pelo grupo brasileiro Caoa.

O Tiggo 7 Pro já atende aos novos limites de emissões do Proconve L7 – que entrarão em vigor em janeiro e tirarão de linha alguns modelos nacionais com vendas baixas, que não justificam os aprimoramentos técnicos necessários. O Tiggo 7 amplia o portfólio da linha Pro, composta pelo sedã médio Arrizo 6 Pro e pelo SUV compacto Tiggo 3X Turbo Pro, que busca ressaltar o potencial dos mode­los em termos de inovação.

No Tiggo 7 Pro, a inovação mais evidente fica por conta do estilo imponente. A grade, com desenhos tridimensionais, une-se com os faróis full-LED do conjunto óptico dianteiro, complementado por luzes diurnas verticais. Na lateral, o SUV ostenta rodas de 18 polegadas que compõem o design requintado. Na traseira, as lanternas são integradas e as saídas de escapamento explicitam a esportividade.

No interior, o Tiggo 7 Pro conta com luz ambiente em LED com sete opções de cores. O console central é elevado, e os bancos são revestidos em material que simula couro, o qual também envolve o volante multifuncional de base reta e design esportivo. O SUV traz generoso multimídia com 10,25 polegadas e amplo painel de instrumentos com 12,3 polegadas. A câmera de 360º – quatro câmeras de ângulo amplo que simulam uma imagem aérea – oferece imagens de alta definição e é de série.

Dentro da estratégia da valorização da linha Pro, a troca da motorização trouxe ainda mais desempenho para o Tiggo 7. O antigo motor 1.5 turbo flex, de até 150 cavalos de potência, deu lugar ao 1.6 TGDi a gasolina, com 187 cv e 28 kgfm, já adotado no SUV de sete lugares Tiggo 8. Segundo a Caoa Chery, o sistema flex está em desenvolvimento. O propulsor tem injeção direta, quatro cilindros, duplo comando de válvulas e intercooler. O Tiggo 7 Pro também “herdou” do Tiggo 8 a transmissão DCT de sete velocidades com dupla embreagem, que tem conexão eletrônica com a caixa e troca a alavanca normal por uma no estilo joystick.

PARCERIA

O Tiggo 7 Pro foi desenvolvido sob a plataforma modular T1X, que compartilha tecnologia com a Jaguar Land Rover e que, segundo a Caoa Chery, proporciona alto nível de segurança e permite ao SUV oferecer bons ângulos de entrada e saída – 21º e 27º, respectivamente. O novo SUV possui seis airbags (frontais, laterais e de cortina), e os freios são a disco nas quatro rodas. O pacote de segurança inclui ainda as tecnologias EBA (que habilita automaticamente o limite de desaceleração durante a frenagem de emergência), BOS (que identifica uma situação de emergência e desacelera o veículo quando os pedais do acelerador e freio são pressionados ao mesmo tempo), BAS (sistema de assistência à frenagem que maximiza a atuação do ABS) e ESS (sistema de alerta de frenagem de emergência que pisca as luzes de direção para sinalizar ao motorista de trás sobre uma frenagem brusca).

O Tiggo 7 Pro traz ainda freio de estacionamento eletrônico, Auto Hold (frenagem automática com o carro parado), HDC (controle eletrônico de descida) e HHC (as­sistente de saída em aclives).

Os sistemas de assistência à direção incluem alerta de trafego cruzado traseiro, alerta de risco iminente de colisão traseira, advertência de abertura de portas, detector de ponto cego e faróis de neblina dianteiros em LED com função de assistência em curvas, que melhora a visibilidade em manobras em até 40 km/h. Não fazem parte do pacote itens de segurança comuns em SUVs da mesma faixa de preço, como piloto automático adaptativo, sistema de frenagem automática de emergência ou assistente de manutenção em faixa. Não há opcionais e a garantia é de três anos para o veículo completo e de cinco anos para motor e câmbio.

Primeiras impressões

Não foi por acaso que, ao desenvolver o Tiggo 7 Pro, a Caoa Chery optou por adotar o mes­mo conjunto motor-câmbio do Tiggo 8. Lançado em agosto de 2020, o SUV de sete lugares foi uma das apostas mais precisas da Caoa Chery em seus quatro anos de exis­tência, disputando com o SUV compacto Tiggo 5X a posição de modelo mais vendido da marca. A ideia é “emprestar” ao novo Tiggo 7 Pro parte do “appeal” do Tiggo 8 – que, apesar de ser mais caro (parte de R$ 197.990), sempre vendeu mais que o dobro do agora aposentado Tiggo 7 TXS.

De fato, o conjunto motor-câmbio originário do Tiggo 8 deu a energia adicional que faltava ao Tiggo 7, que pesa 111 quilos a menos em comparação ao mode­lo de sete lugares. A Caoa Chery aferiu para o novo modelo arrancadas de zero a 100 km/h em 8,09 segundos – já as acelerações de 80 km/h a 120 km/h levam 5,36 segundos. São tempos que se traduzem dinamicamente em ultrapassagens seguras e confortáveis. Os modos de condução Eco e Sport permitem variar o ritmo do powertrain de acordo com a demanda.

Se a motorização proporciona direção ágil e confortável ao SUV, a tarefa é orquestrada pela transmissão DCT de sete velocidades e dupla embreagem, banhada a óleo, que tem opção de trocas manuais na alavanca – não há abas no volante. A combinação do motor com o câmbio é harmoniosa. A suspensão filtra com eficiência as irregularidades do solo, para viabilizar um rodar sólido e consistente, e o isolamento acústico da versão Pro do Tiggo 7 também evoluiu – segundo a montadora, a nova configuração reduz em até 4% no nível de ruído interno em relação ao modelo anterior. Apenas nas acelerações mais fortes o barulho do motor invade um pouco a cabine.

Se não chega a ser “a oitava maravilha do mundo” – ufanismo recorrente nas publicidades da Caoa Chery –, o Tiggo 7 Pro re­presenta inegável evolução nos cada vez mais elevados padrões de qualidade da marca.

A BORDO

No interior do Tiggo 7 Pro, os revestimentos aparentam qualidade com padrão de acabamento elevado. Os comandos são ergo­nômicos, e o ar-condicionado com comando touch é dual zone e conta com saídas traseiras, permitindo que todos os ocupan­tes possam controlar a temperatura. Além de oferecer abertura e fechamento do porta-malas automáticos de série, o bagageiro com capaci­dade para 475 litros tem abertura por sensor de presença, sistema antiesmagamento e regulagem de altura de acordo com a preferência do usuário.

Entre os itens de conforto e conveniência de série no SUV destacam-se o teto solar pa­norâmico basculante de 1,13 me­tro quadrado com opção de abertura da parte frontal, o banco do passageiro elétrico com quatro opções de regulagem e o do motorista com seis possibilidades de ajuste. Há ain­da carregador rápido de celular wireless de 15W, com função de alerta em caso de esquecimento do objeto dentro do veículo, chave presencial com botão de partida e volante multifuncional. Os retrovisores têm ajuste elétrico, rebatimento automático e desembaçador.

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