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Testemunha afirma à polícia que objetivo era castrar Daniel

Testemunha afirma à polícia que objetivo era castrar Daniel
Daniel teria saído da casa da família Brittes ainda com vida. Foto: Divulgação/SPFC

A Polícia Civil do Paraná voltou a ouvir testemunhas do caso do jogador Daniel Freitas, de 24 anos, morto após uma festa em São José dos Pinhais. Aos investigadores, duas testemunhas forneceram detalhes sobre como teria ocorrido a morte do jovem. Uma adolescente identificada apenas como Evelyn, de 19 anos, disse que Daniel saiu da casa da família Brittes ainda com vida

Evelyn prestou depoimento de duas horas ao delegado de São José dos Pinhais, Amadeu Trevisan, na tarde de ontem (12). O advogado da jovem, Luiz Roberto Zagonel, disse que sua cliente está com muito medo pelo que sabe. “(Ela) disse que viu o Daniel se mexendo quando saiu da casa”, afirmou.

Antes de Evelyn, Eduardo Henrique da Silva, 20, que está preso, já havia prestado depoimento de três horas e meia entre a manhã e começo da tarde e confirmou a participação dele, de Ygor King, 19, e de David Willian da Silva, 18 anos, no crime.

O advogado de defesa Edson Stadler disse que todos saíram da casa com o objetivo de castrar o jogador. “Eles se associaram para fazer uma cas­tração, uma castração da vítima, do Daniel. Houve um convite do Edison Brittes para que fossem juntos segurar o Daniel para que esse pudesse fazer a castração da vítima, e eles foram, espontaneamente”, disse.

Na sexta-feira, Ygor e David negaram participação na sessão de tortura comandada por Edison, mas o depoimento de Eduar­do foi no sentido contrário. O advogado de defesa de Ygor e David, Robson Domacoski, disse que a versão de seus clientes será provada com os laudos. “Estamos querendo que venham as provas, porque vão ser fundamentais para mostrar o que cada um fez”, disse.

Sobre Evelyn, o advogado disse que ela não tinha muita amizade com Daniel e se relacionava com Allana – filha de Edson – e sua família fazia pouco mais de um ano.”(Ela) conheceu (Daniel) no dia, por poucos minutos ali, não conhecia, não era namorada, conheceu na própria boate. Ela conhecia a Allana (há cerca de um ano) e até então não sabia nada de errado na família dela. A partir do momento que uma pessoa morre de maneira brutal, obviamente as pessoas que viram parte da cena pelo menos têm medo. Isso é normal”, disse.

Zagonel ressaltou, porém, que sua cliente não foi ameaçada em momento algum pela família Brittes. “Não chegou nenhuma ameaça a ela, isso não chegou. Ninguém a ameaçou, isso não aconteceu”, concluiu.

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