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Temer tenta acordo entre Legislativo e Judiciário

Para evitar agravamento na crise institucional, o presidente Michel Temer assumiu ontem (15) papel de bombeiro para arrefecer o clima de animosidade entre o Congresso Nacional, STF (Supremo Tribunal Federal) e o Ministério Público. A pedido de deputados e senadores, que telefonaram ao longo do dia, o peemedebista se reuniu com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e almoçou com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo.

O peemedebista também convidou os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para um conversa no Palácio do Planalto, antes de cerimônia para o anúncio de pacote microeconômico.

Nas conversas, o peemedebista pediu um maior diálogo entre os Poderes da República e demonstrou preocupação com uma piora na atual crise institucional. O receio do presidente é que o quadro de instabilidade afete o governo federal e a pauta governista.

Na quarta-feira (14), em conversas reservadas, o presidente não se posicionou contra a proposta, mas avaliou que não era o momento de colocar em votação o projeto de abuso de autoridade, o que foi feito à noite pelo presidente do Senado. Para Temer, a iniciativa só agravou a crise entre os poderes Legislativo e Judiciário, que teve início em outubro quando Renan Calheiros criticou decisão de um juiz que autorizou a Polícia Federal a entrar no Senado Federal para cumprir ordem de prisão de quatro policiais legislativos.

O quadro piorou com a decisão do ministro Luiz Fux, do Supremo, para que o Senado remeta o pacote anticorrupção de volta à Câmara dos Deputados, que deve reiniciar o trâmite do projeto de lei. A iniciativa foi criticada Maia, Renan e pelo ministro Gilmar Mendes, segundo o qual o Poder Judiciário passa por “momentos esquisitos” com “surto decisório”.

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