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Temer escolhe Aloysio Nunes para assumir o Itamaraty

Posse de Aloysio foi marcada para o próximo dia 7. Foto: Gerdan WesleyO governo federal anunciou ontem (2) que o líder do governo no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), assumirá o comando do Ministério das Relações Exteriores. O presidente Michel Temer se reuniu mais cedo com o tucano, no Palácio do Planalto, para fechar a indicação. A posse foi marcada para terça-feira (7), junto com a de Osmar Serraglio para o Ministério da Justiça.

O tucano assume o cargo de José Serra, que deixou o governo na semana passada alegando problemas de saúde. Como mostrou a Folha de S.Paulo, Aloysio despontava como favorito ao cargo junto com o embaixador do Brasil em Washington, Sérgio Amaral, que foi porta-voz do governo FHC.

Ambos os nomes foram indicados pela cúpula do PSDB. Além deles, os tucanos falaram a Temer sobre o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), mas o mineiro confidenciou a aliados que não ficaria bem para o relator do impeachment no Senado assumir um cargo no governo. Aloysio foi mencionado pelo próprio Temer como sua principal opção ainda na noite que Serra pediu exoneração do cargo e despontou como favorito pelo cargo.

De início, o senador não rechaçou a possibilidade de aceitar o convite, mas disse que precisaria “ouvir a família” antes de dar qualquer sinalização ao próprio partido de que aceitaria deixar o mandato para comandar a chancelaria brasileira.

Delação

Aloysio foi citado na delação premiada do empresário Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC. Segundo Pessoa, Aloysio teria recebido R$ 500 mil da empresa como doação eleitoral para sua campanha para senador em 2010, sendo R$ 300 mil em doações oficiais e R$ 200 mil via caixa dois. O empresário afirmou ainda que as contribuições, legais ou ilegais, eram pagamento de propina para obtenção de contratos na Petrobras.
Aloysio rebate as acusações e diz que todas as doações que recebeu em sua campanha foram legais e declaradas à Justiça eleitoral. A linha de corte anunciada por Temer, porém, diz que citados nas delações não serão retirados de seus cargos. Caso ministros ou auxiliares virem réus, aí, sim, serão afastados do posto.

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