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Temer confirma Serraglio como novo ministro da Justiça

Osmar Serraglio disse que vai manter distância da Lava Jato. Foto: José Cruz/Agência BrasilO Palácio do Planalto anunciou que o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) será o novo ministro da Justiça e Segurança Pública. A nomeação foi confirmada na noite de ontem (23) pelo porta-voz da Presidência, Alexandre Parola. “Jurista e congressista com larga trajetória parlamentar na Câmara, o deputado traz sua ampla experiência profissional e política para o trabalho de levar adiante a agenda de atribuições sob sua responsabilidade”, afirmou Parola. Serraglio substitui Alexandre de Moraes, nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) após ter sido indicado por Temer.

Serraglio disse que acertou com o presidente o compromisso de manter “distância” da Operação Lava Jato e que Temer lhe pediu para conduzir as negociações para a ocupação da Secretaria Nacional de Segurança Pública, que segundo ele continuará subordinada ao ministério. O deputado afirmou que o primeiro nome a ser procurado para ocupar a vaga será o do criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, amigo de Temer, que chegou a ser cotado para comandar o próprio Ministério quando o PMDB chegou ao poder, mas que foi descartado devido a declarações que deu com críticas à Lava Jato.

À reportagem Serraglio disse que não sabia ainda das críticas à sua indicação feitas pelo vice-presidente da Câmara, Fábio Ramalho, que é do PMDB de Minas. A bancada mineira queria a vaga. “Minas tem a vice-presidência da Câmara e vai ganhar a Comissão de Constituição e Justiça”, disse, referindo-se a acordo para colocar no comando da principal comissão da Câmara o peemedebista de Minas Rodrigo Pacheco.

Serraglio também rebateu afirmações de colegas de que deve favores a Eduardo Cunha (PMDB-RJ), hoje preso em Curitiba, por pertencer ao grupo do PMDB que foi comandado pelo ex-presidente da Câmara. “Claro que não vou minimizar a importância política e a liderança que ele exercia na Casa, mas a Comissão de Constituição e Justiça reconheceu que não agi de forma parcial”, disse o deputado, se referindo à decisão da CCJ, sob seu comando, de rejeitar pedido de Cunha para anular seu processo de cassação.

Serraglio comandou a comissão em 2016 após uma articulação política liderada por Cunha. “Essa história de que devo favor a Cunha é folclore.”

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