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Teich: “ninguém vai incentivar medidas que restrinjam isolamento sem informação”

Teich: ninguém vai incentivar medidas que restrinjam isolamento sem informação
Teich: “o país é heterogêneo; tudo será trabalhado no detalhe”. Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Nelson Teich, afirmou nesta segunda-feira (27) que o governo não vai anunciar medidas para relaxar a política de isolamento social sem que tenha informações que deem aval para essa decisão “Ninguém vai incentivar medidas que restrinjam contenção sem informação adequada”, afirmou. “Vamos buscar a informação necessária para tomar decisões.”

O ministro voltou a dizer que o governo vai definir uma metodologia com o IBGE para definir a “melhor amostra de população a ser testada”. Segundo Teich, isso é fundamental para que o país possa entender a atual situação da doença e também para prever possíveis ondas.

Nelson Teich disse que a gripe espanhola, que atingiu o mundo entre 1918 e 1920, inclusive o Brasil, teve três ondas. Por isso, segundo o ministro, é fundamental que a estrutura de análise das informações a ser criada hoje seja preservada caso haja retomada de casos de infecção no futuro. “Conseguirmos entender como a doença se comporta em determinada região é o que mais importa”, disse.

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, disse que os dados da pasta provêm hoje, primordialmente, da rede pública, e que o governo trabalha para integrar as bases de informação para ter melhor precisão sobre o avanço da doença.

Oliveira disse, ainda, que o governo firmou parceria com a Universidade Federal de Pelotas, para monitorar o avanço da doença em 133 cidades do Sul do país. Segundo o secretário, os dados preliminares demonstram prevalência na população menor que 0,1% da doença, o que mostra que o vírus não está circulando tão intensamente quanto em ou­tras regiões do Brasil. “O momento é o de aproveitar os testes da melhor maneira possível e não desperdiçar testando todo mundo”, afirmou.

TESTAGEM

Desde que foi apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro como novo ministro da Saúde, Teich afirma que pretende ela­borar um “programa de testes” para ampliar a quantidade de informações sobre a disseminação do novo coronavírus no país e, com isso, “conhecer a doença”. Os novos critérios para aplicação dos testes, porém, ainda não estão definidos.

O ministro disse que deve se reunir ainda nesta semana com os governadores para discutir o avanço do covid-19. Descartou, no entanto, qualquer medida “intempestiva” a respeito da política de isolamento social, adotada por vários Estados. “O Brasil é heterogêneo. Isso tudo vai ser trabalhado no detalhe. Não vai ter ação que não tenha sido pensada”, disse.

CASOS

O Brasil registrou 338 mor­tes decorrentes do novo coronavírus nas últimas 24 horas, segundo dados atualizados nesta segunda-feira pelo Ministério da Saúde. Com isso, o total oficial de vítimas da covid-19 no país chegou a 4.543.

O número total de casos confirmados subiu de 61.888 para 66.501, sendo 4.613 novos casos registrados de domingo para segunda. A taxa de letalidade está em 6,8%.

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