Diadema, Política-ABC, Sua região

Taka: ‘o PT é retrocesso; Diadema já foi reflexo do cabide de emprego que faliu a ETCD e a Saned’

Candidato a prefeito afirma que pesquisas não registradas mostram empate técnico com o adversário do PT, José de Filippi. Foto: Reprodução Facebook
Candidato a prefeito afirma que pesquisas não registradas mostram empate técnico com o adversário do PT, José de Filippi. Foto: Reprodução Facebook

O empresário Taka Yamauchi (PSD) disputará, no próximo dia 29, o segundo turno das eleições em Diadema com o ex-prefeito José de Filippi Jr (PT). Ao Diário Regional, Yamauchi afirmou que, por princípios, recusou apoio do prefeito Lauro Michels (PV), mas que conta com apoio de ex-prefeituráveis em seu arco de alianças. Destacou, ainda, que em sondagens feitas pelo partido já aparece empatado tecnicamente com Filippi.

Faltando menos de uma semana para o segundo turno, como pretende fazer para diminuir a vantagem de Filippi neste curto espaço de tempo?

Nas pesquisas que temos, hoje já existe até empate técnico. Porém, não são pesquisas registradas e, por isso, não podemos divulgar. Entretanto, estamos fazendo nosso trabalho, no arco de alianças que acreditamos e temos a mesma sinergia de ideias. Então, cada um está atuando nos seus bairros, nos quatro cantos da cidade, e estamos colocando nossas propostas e, principalmente, nossas ideologias no sentido dessa incoerência que o PT trouxe nesses 30 anos de retrocesso para a cidade.

Estamos colocando para nossos eleitores a importância da participação deles nesse processo eleitoral, para que traga as pessoas que não foram votar no primeiro turno; as pessoas que votaram em branco e nulo, para que possam fazer parte desse processo. O PT, na verdade, para a cidade, é o retrocesso. Em todas as cidades da região metropolitana de São Paulo o PT perdeu e essa derrota massiva demonstra que ninguém mais quer o Partido dos Trabalhadores.

Então, não é Diadema que vai querer o PT, mesmo porque todas essas pessoas que perderam em São Paulo, São Bernardo e Santo André, virão para a cidade, que já foi reflexo muito claro de cabide de emprego, que faliu a ETCD, que faliu a Saned. Não podemos trazer esse descompromisso com a cidade. É por isso que estamos lutando arduamente para criar condições propositivas, para nossa que Diadema possa avançar e criar o resgate da nossa cidade.

O sr. está recebendo apoio de pessoas ligadas à prefeitura e ex-secretár­ios de Lauro Michels,  que concorreram ao Executivo no último dia 15. Como vê esses apoios?

Não temos nenhum secretário de Lauro Michels na nossa campanha. Gostaríamos de esclarecer essa questão. Eles nos ofereceram apoio e nós, gentilmente, recusamos. Uma coisa é o secretário (de Assuntos Jurídicos, Fernando Moreira Machado) comparecer ao evento (realizado pela campanha de Taka). Outra coisa é termos o apoio dele. Mesmo porque, apoio significa compromisso e não temos compromisso nenhum com ele. Inclusive, em uma entrevista, ele já anunciou a neutralidade (Machado é presidente municipal do Pros).
Com relação à Denise Ventrici (PRTB), Arquiteto David (PSC), Jhonny Rich (PSL) e Gesiel Duarte (Republicanos), que são ex-candidatos (ao Executivo), recebemos apoio sim, porque tiveram votação na cidade e estamos aqui para somar esforços. Em suas campanhas eles já ti­nham demons­trado preocupação com os rumos da atual gestão. Então, a união dessas forças, dessas alianças, sim, nós temos.

Por que o sr. recursou apoio do Michels?

Na verdade, temos alguns princípios. Princípios éticos, morais, de austeridade e excelência pública. No que cerne à excelência pública, sempre fomos muito críticos ao atual modelo de gestão e a muitas parcerias que (Michels) vinha fazendo, assim como a resultados finais, na ponta, na saúde, na educação e na segurança aqui no município. Seria totalmente incoerente e não temos essa política do vale tudo. Então, de fato, hoje, recusamos o apoio dele.

Em entrevista recente, o prefeito fez críticas ao seu trabalho na Secretaria de Obras de Ribeirão Pires, ou­tros criticam o fato de o sr. ter se ausentado de Diadema após as últimas eleições (2016). Como vê essas críticas?

Creio que foi um momento de apelo eleitoral. As eleições já passaram ( o candidato governista, Revelino Almeida, o Pretinho, ficou em quarto) e ele também tem a consciência da nossa verdadeira atuação em Ribeirão Pires, que foi um espaço em que adquirimos experiência administrativa pública e de termos capacidade técnica para ultrapassar fronteiras. Mais do que isso, temos atuação administrativa como empresário na iniciativa privada há 24 anos e isso não foi em nenhum momento, nem nestes três anos e meio, deixada de lado. Então, acaba sendo mais uma crítica eleitoral, que compreendemos pelo momento, com a cabeça quente. Porém, o mais importante é que estamos no segundo turno, ganhamos do candidato dele e isso mostra que estamos no caminho certo; no caminho da verdade, e que vamos fazer de tudo para resgatar a dignidade das pessoas na nossa cidade.

Quais setores o sr. considera prioridades e  que pretende se dedicar primeiro em eventual governo?

Creio que uma das grandes preocupações aqui na cidade é o restabelecimento do balanço financeiro da cidade, tanto é que temos esse compromisso com a revisão dos contratos da atual gestão. Temos o compromisso com a criação de uma agência anticorrupção, até para acompanhar esse processo e dar credibilidade. Propomos a criação de um Núcleo de Gestão Integrada a fim de institucionalizar a captação de recursos para o município, com projetos, levantamento de verbas federais e estaduais, visando à diminuição das despesas e aumento da receita da cidade.

Em segundo, queremos fazer um governo próximo, integrado. Um governo que seja realmente efetivo para as pessoas. Sabemos que essa efetividade é ter realmente uma saúde humanizada, que a dona de casa e o trabalhador possam entrar em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e em um hospital e serem bem atendidos; terem efetivamente seus problemas resolvidos. De ter realmente médicos, medicamentos e exames. De ter segurança nas ruas para que as pessoas possam se sentir protegidas. Dar todos os subsídios necessários para que a Guarda Municipal possa agir de forma integrada e estratégica com as polícias Militar e Civil, fazendo atuação efetiva na segurança aqui. Essas são nossas prioridades nos primeiros dias de mandato.

O próximo prefeito vai herdar uma cidade financeiramente comprometida, sob pandemia e aumento do número casos de covid. Como administrar uma cidade com esse cenário?

A primeira coisa é tomar “pé da situação”. Fazer o mapeamento dos principais pontos que a cidade necessita, principalmente na questão econômica da cidade. Como citado na resposta anterior, trazer essa conversa com os governo estadual e federal para podermos ampliar recursos na cidade. Essa seria a primeira medida. A segunda, obviamente, esse mapeamento. Dar um choque de gestão, colocar na palma da mão todas as deficiências. Fechar realmente as torneiras para ser mais austero, que é um dos nossos princípios para o governo.

Como avalia a atuação da prefeitura no combate ao coronavírus? Pretende fazer mudanças em eventual governo?

É claro que não estamos aqui para ser engenheiros de obra pronta, mas vejo com muita deficiência toda essa questão. Principalmente em Diadema, foram enviados recursos do governo do Estado para se fazer um hospital de campanha. Foram enviados recursos federais para serem usados no combate à pandemia, porém, pouco foi feito. Não houve grandes ações efetivas do município em relação ao hospital de campanha, a testes para detecção de covid e à higienização das ruas. Até mesmo a questão social, de ajudar a pessoas, demorou-se muito a implementar ações efetivas.

Hoje (é necessário) ter um olhar sensível a tudo isso, de saber que milhões de pessoas perderam a vida nesta pandemia. Temos de estar centrados e objetivados para tomar ações, a partir do dia 1º de janeiro, firmes para essa segunda onda. Este ano de 2020 mostrou o quanto a (área da) saúde é importante para as pessoas. Hoje, como a saúde do município já vinha muito instabilizada, acabou tendo esse reflexo. Porém, vamos tomar todas as ações possíveis e imagináveis para minimizar os impactos dessa segunda onda, agindo com seriedade e transparência; com a verdade, mesmo porque, do outro lado temos a vida das pessoas, que é o mais importante de tudo.

Quais considerações o sr. faz sobre a campanha e o segundo turno?

Quero ponderar sobre a importância do segundo turno em Diadema. É um momento democrático, de trazer nossas opiniões e nosso histórico aqui para a cidade. Vamos fazer de tudo para demonstrar às pessoas a nossa candidatura de forma propositiva e ética. De uma forma que possamos trazer desenvolvimento econômico aqui para cidade, gerando empregos. Trazer uma saúde humanizada e uma segurança que a gente possa ir e vir com tranquilidade. Ter no dia 29 o respeito das pessoas. Que Diadema possa escolher um gestor que tenha ficha limpa e nenhum lastro com a corrupção.

um comentário

  1. TAKA é centrado,notamos pelo próprio
    Debate a sua segurança nas palavras e as
    Propostas que serão colocadas em prática a partir do dia 01/01/2021.
    Os diademenses precisam ter discernimento no dia 29/11 domingo para o bem de todos e
    E do próprio município.
    Diadema merece um político sério e comprometido.
    TAKA 55

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

*