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Submarino nazista naufragado é encontrado no Oceano Atlântico

O U-581 naufragado — transformado em lar de criaturas marinhas. Foto: Niggeler Foundation/Evonik

Durante a Segunda Guerra Mundial, no comecinho de fevereiro de 1942, um submarino nazista Unterseeboot 581 estava perseguindo o navio britânico Llangibby Castle no Atlântico Norte quando foi interceptado por outra embarcação inglesa, o contratorpedeiro HMS Westcott — que lançou um eficiente ataque com uma carga de profundidade, danificando o casco do U-581.

De acordo com os registros navais, o U-581 alemão transportava uma tripulação composta por 46 marinheiros, dos quais quatro morreram durante o ataque, e 41 foram capturados pelas tropas britânicas e mantidos como prisioneiros de guerra até o fim do conflito.

Surpreendentemente, o homem que falta para “fechar a conta” seria o capitão da embarcação, um homem chamado Walter Sitek, que teria escapado com vida depois de nadar cerca de seis quilômetros até chegar à praia — onde teria sido resgatado por habitantes locais simpatizantes com o regime nazista e enviado em segurança para a Alemanha através da Espanha.

Como se fosse pouco, segundo o pessoal do New Algarve Daily News, Sitek teria voltado ao combate e comandado outros três submarinos nazistas — um U-17, um U-981 e um U-3005 —, e também teria sobrevivido à guerra sido condecorado com Cruzes de Ferro de 1ª e 2 ª classe.

Nas profundezas

Segundo Rory Tingle, do portal Daily Mail, depois de o submarino ser atingido pela carga britânica, Sitek teria ordenado que seus homens se lançassem ao mar e afundado a embarcação propositalmente para evitar que ela caísse nas mãos dos aliados. Isso teria acontecido próximo à ilha vulcânica de Pico, no Arquipélago dos Açores, situado a aproximadamente 2 mil quilômetros da Península Ibérica.

O U-581 contava com 67 metros de comprimento e pesava 770 toneladas na superfície — ou 870 toneladas submerso. O submarino era capaz de alcançar velocidades de pouco menos de 18 nós (perto de 33 km/h) sobre as águas ou de 7,6 nós (14 km/h) quando submerso, e podia “mergulhar” a profundidades máximas de 220 metros.

A embarcação naufragada foi localizada por um time da ONG alemã de pesquisa submarina Rebikoff-Niggeler Foundation, e se encontra a 870 metros de profundidade. Os cientistas explicaram que hoje, 75 anos após ter sido afundado, o submarino se transformou em uma colônia de corais e esponjas, e será detalhadamente estudado por biólogos marinhos que tentarão descobrir como esses organismos colonizaram o local.

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