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STF divide inquérito da Lava Jato e inclui Lula

Teori Zavascki autorizou o fatiamento do principal inquérito da operação em tramitação na Corte. Foto: Suellen Lima/Framephoto/Folhapress

O ministro no Supremo Tribunal Federal (STF) Teo­ri Zavascki autorizou, ontem (6), o fatiamento do principal inquérito da Operação Lava Jato em tramitação na corte. Chamado de “quadrilhão”, o procedimento mira o núcleo político do suposto esquema de corrupção da Petrobras.

Ao acolher o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), Zavascki dividiu o inquérito em quatro e incluiu em um deles o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conforme pleiteou o Ministério Público.

A investigação foi aberta em 2015 e mirava 66 políticos de PT, PMDB e PP. Com o fatiamento, será instaurada uma investigação sobre a atuação dos políticos do PT e outra para os do PP. Uma terceira terá como alvo quadros do PMDB no Senado e o último, os peemedebistas da Câmara.

Entre os suspeitos, além de Lula, estão o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o ex-presidente da Câmara Waldir Maranhão (PP-MA) e o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI).

Parecer

No parecer em que pede a separação dos casos, o procurador Rodrigo Janot afirma que políticos de diferentes partidos se organizaram em uma estrutura criminosa pa­ra desviar recursos da Petrobras e de outros órgãos da administração pública .

“Como destacado, alguns membros de determinadas agremiações organizaram-se internamente, valendo-se de seus partidos e em uma estrutura hierarquizada, para cometimento de crimes contra a administração pública”, afirmou Janot.

Na peça, o PGR descreve os políticos investigados como supostos integrantes de uma quadrilha organizada.

O inquérito mostra um “grupo criminoso organizado único, amplo e complexo, com uma miríade de atores que se interligam em uma estrutura com vínculos horizontais, em modelo cooperativista, em que os integrantes agem em comunhão de esforços e objetivos, e outra em uma estrutura mais verticalizada e hierarquizada, com centros estratégicos, de comando, controle e de tomadas de decisões mais relevantes”, detalha.

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