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Sob o olhar de Robinho, Atlético-GO encerra invencibilidade de 12 jogos do Santos

Sob o olhar de Robinho, Atlético-GO derruba invencibilidade de 12 jogos do Santos
Atacante Robinho estava nas arquibancadas da Vila Belmiro para prestigiar o time. Foto: Ivan Storti/Santos FC

Com Robinho na torcida e Marinho fora por lesão, o Santos viu sua invencibilidade de 12 jogos chegar ao fim diante do Atlético-GO, na Vila Belmiro, na noite desta quarta-feira (14). Chico fez um golaço e definiu o triunfo por 1 a 0 no Brasileirão.

Em uma noite em que nada deu certo para o Santos, o jovem Marcos Leonardo teve a grande chance do empate aos 45 minutos do segundo tempo, mas falhou. O jogador recebeu na cara de Jean e, livre, cabeceou na mão do goleiro.

Pela primeira vez, o Atlético-GO ganhou atuando na casa do Santos. Uma vitória maiúscula para quem tinha desfalques, perdeu Gustavo Ferrareis no início do jogo e não contava com Vagner Mancini no banco. O técnico trocou o clube goiano pelo Corinthians.

Sem derrotas há 12 jogos, o Santos sabia que não bastava defender a série invicta. O time necessitava ganhar dos goianos para não deixar os líderes se distanciarem. Em seis jogos contra os rivais na Vila Belmiro, o retrospecto era bom: três vitórias e três empates, o que sugeria certa vantagem.

Porém, havia um adversário a mais para o técnico Cuca: os desfalques. Principal jogador santista, Marinho não se recuperou das dores musculares e foi cortado da partida, assim como o zagueiro Lucas Veríssimo. Há algumas rodadas o camisa 11 vinha “jogando no sacrifício”. O defensor atuou diante do Grêmio, mas voltou a sentir desconforto muscular.

O Santos já não tinha o volante Alison e o meia Carlos Sánchez, machucados; o atacante Soteldo, voltando da seleção venezuelana, e o volante Jobson, suspenso. Com os desfalques, Cuca “inventou” Pará de volante e Jean Mota na armação.

Sem o astro Marinho, a missão de buscar a vitória na Vila Belmiro recaiu sobre os jovens Arthur Gomes, Kaio Jorge e Lucas Braga. Os garotos até vão bem quando o camisa 11 atua. Porém, sem a referência, deveram futebol no primeiro tempo.

Contratação polêmica, o atacante Robinho estava nas arquibancadas da Vila Belmiro para prestigiar o time. Mesmo sozinho, estava de máscara. O reforço viu um primeiro tempo sem nenhuma ameaça ao goleiro João Paulo, mas pouca criação e perigo na frente. Um chute de Jean Mota bem defendido por Jean foi o que o Santos teve de melhor na etapa.

O segundo tempo começou com bate-boca entre Diego Pituca e Janderson, o que prometia uma etapa mais quente. Logo depois foi a vez de Zé Roberto e Laércio se desentenderem. Ataque que é bom, porém, nada. Cuca cansou de Lucas Braga e Arthur Gomes e, com 12 minutos, mudou o ataque. Lançou Tailson e Marcos Leonardo. Deu fôlego novo para o Santos ameaçar o gol de Jean.

Quem cresceu foram os goianos. Matheus Vargas perdeu debaixo das traves, sem goleiro. Na sequência, uma obra-prima. Janderson pegou na lateral-direita, driblou cinco marcadores cortando o campo para a esquerda. Chico recebeu, ajeitou e bateu no ângulo de João Paulo. Um golaço na Vila Belmiro.

Em desvantagem e com muitos jovens no campo, o Santos não conseguia controlar os nervos. O técnico Cuca chegou a discutir com o árbitro e levou amarelo. Mesmo sem Vagner Mancini, que foi para o Corinthians, o Atlético-GO soube administrar a vantagem e pela primeira vez ganhou na Vila Belmiro.

O Santos desperdiçou a chance de subir na tabela e agora buscará a reabilitação fora de casa. São duas viagens, para enfrentar Coritiba e Fluminense.

SANTOS 0 x 1 ATLÉTICO-GO

Gols: Chico, aos 22 minutos do segundo tempo. Árbitro: Igor Junio Benevenuto (MG). Estádio: Vila Belmiro, em Santos (SP).

SANTOS

João Paulo; Madson, Laércio,Luan Peres e Felipe Jonatan; Pará (Sandry), Diego Pituca e Jean Mota (Lucas Lourenço); Arthur Gomes (Marcos Leonardo), Kaio Jorge (Anderson Ceará) e Lucas Braga (Tailson). Técnico: Cuca.

ATLÉTICO-GO

Jean; Dudu, João Victor, Éder e Nicolas; Willian Maranhão, Marlon Freitas e Chico (Natanael), Janderson (Júnior Brandão), Bruno Ferrareis (Matheus Vargas) e Zé Roberto (Hyuri). Técnico: Eduardo Souza.

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