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Sob novo comando, Banco Central mantém Selic em 6,5%

Sob novo comando, Banco Central mantém Selic em 6,5%Agora sob o comando do economista Roberto Campos Neto, o Banco Central decidiu ontem (20) manter a Selic em 6,5% ao ano. Foi a oitava reu­nião consecutiva em que o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa básica de juros neste patamar, o menor da história. Apesar da decisão, o BC demonstrou maior preocupação com a fraqueza da ativi­dade econômica no Brasil – o que, na visão de alguns economistas do mercado financeiro, eleva as chances de novos cortes da taxa básica no futuro.

Embora a Selic esteja no nível mais baixo da história, a taxa de juros real (descontada a inflação) do Brasil é a sétima maior do mundo. Ranking ela­borado pela Infinity Asset Mana­gement e pelo site MoneYou indica que o juro real brasileiro está em 2,31% ao ano. Taxas reais mais elevadas são registradas em países como Argentina (10,19%), Turquia (6,91%) e México (4,18%), considerando o conjunto das 40 economias mais relevantes do planeta.

A decisão era largamente esperada pelos economistas do mercado financeiro. Todas as 43 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast previam a manutenção da Selic em 6,5%. A dúvida era justamente se, com a economia ainda em marcha lenta, o BC poderá iniciar um novo processo de cortes da Selic ainda este ano. Oito ins­tituições projetavam taxa in­ferior a 6,5% ao final deste ano.

Ao comunicar sua decisão, o BC reforçou a possibilidade de cortes da taxa. Isso porque o Copom avaliou que “os indicadores recentes de atividade econômica apontam para rit­mo aquém do esperado”.

“O BC reconhece que a eco­nomia emitiu sinais de que está em uma trajetória mais lenta do que se estimava. Porém, tem a preocupação de mostrar que, apesar disso, não está na imi­nência de repensar a política monetária no curto prazo”, avaliou o estrategista-chefe da XP Investimentos, Daniel Cunha.

O economista-sênior do banco Haitong, Flávio Serrano, avaliou que a Selic deverá ser mantida no atual patamar por alguns meses, à espera da reforma da Previdência. Segundo Serrano, em função da atividade fraca, aumentaram as chances de corte da taxa básica.

 

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