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Situação para imprensa é ‘preocupante’, afirma ANJ

Fechado em 3 de agosto, o relatório anual da ANJ (Associação Nacional de Jornais) registrou queda nos atentados à liberdade de expressão (93) em relação aos picos de 2013 (153) e 2014 (135). O resultado foi creditado à menor “violência contra profissionais no contexto das manifestações públicas”.

Do dia 3 de agosto até o dia 8 de setembro, porém, foram registrados pela entidade 17 novos casos. Entre eles, ataques à sede da Folha de S.Paulo e contra dois repórteres do portal de notícias UOL, empresa que faz parte do Grupo Folha.

Passado pouco mais de um mês, o quadro “alvissareiro”, na descrição do relatório, foi substituído por outro, “muito preocupante”, sobretudo devido aos ataques durante os protestos que se seguiram ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), tanto de manifestantes como de policiais.

“Estamos vendo de novo, nesses episódios recentes, ações de intolerância em relação aos jornalistas e às empresas”, afirma Ricardo Pedreira, diretor-executivo da ANJ. “É deplorável que existam cidadãos que se voltem contra profissionais no exercício de sua função.”

“Por outro lado, vemos também violência de policiais contra os jornalistas que estão na cobertura das manifestações”, acrescenta.

Segundo ele, a ANJ “espera que no caso dos manifestantes, como já tem acontecido num caso ou noutro, as autoridades façam seu trabalho de apurar e encaminhar na forma da lei”. E que “os policiais sejam mais bem preparados, para poder distinguir as situações e não prejudicar o trabalho dos jornalistas”.

A ANJ descreveu ainda como “alarmante que membros do Poder Judiciário, inconformados com o teor (rigorosamente veraz) de reportagens, articulem uma série de ações em juizados especiais com o evidente intuito de punir e intimidar a prática do jornalismo de qualidade”, referindo-se ao jornal paranaense “Gazeta do Povo”.

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