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Sindicato inicia negociação com Panex para evitar fechamento da unidade

Rafael Marques fala aos trabalhadores da Penex:  “Vamos contatar a matriz da empresa na França”. Foto:  Edu Guimarães/SMABCEm assembleia reali­zada na manhã de ontem (20), os trabalhadores da Panex decidiram suspender por dois dias a vigília na porta da fábrica iniciada na semana passada após o anúncio de fechamento da uni­dade de São Bernardo.

A decisão foi tomada após o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC informar que iniciaria ontem processo de negociação com a direção da empresa. O objetivo é encontrar uma alternativa à transferência das atividades de São Bernardo para Itatiaia (RJ), onde a empresa possui unidade.

A produção permanecerá parada hoje e uma nova assembleia com os trabalhadores foi marcada para amanhã, na porta da fábrica.

“Teremos dois dias de conversas. Vamos contatar a matriz da empresa na França e tentar fazer com que suspenda a transferência ou adie a decisão. O Grupo SEB/Panex precisa nos dar tempo para mostrar que temos compromisso com o emprego e a produtividade e buscar uma alternativa digna para essa planta”, destacou o presidente do sindicato, Rafael Marques. “A Panex pode ser produtiva e competitiva porque seus trabalhadores fazem a diferença”, prosseguiu.

O diretor executivo do sindicato, José Paulo da Silva Nogueira, o Zé Paulo, trabalhador na Panex, agradeceu a solidariedade da categoria demonstrada nos quatro dias de vigília e reforçou que o sindicato continuará mobilizado na busca de uma solução. “Deixamos claro para a empresa que não vamos concordar com uma decisão tomada dessa forma, com os trabalhadores sendo pegos de surpresa. Vamos buscar soluções (para a continuidade das atividades na fábrica).”

Mudança em fases

O Grupo SEB – que fabrica as marcas Panex, Penedo, Clock e Rochedo – tem cerca de 200 trabalhadores na unidade de São Bernardo.

A SEB informou que a mudança acontecerá em fases, a partir de julho, e deve ser concluída em dezembro. A decisão de transferir a produção, diz a empresa, visa elevar sua competitividade em um momento difícil para a economia. A empresa já tem uma fábrica na cidade fluminense, que produz itens da marca Arno, e pretende obter ganhos de sinergia ao unificar a administração das plantas e integrar processos e logística. A se­de administrativa do grupo continuará em São Paulo.

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