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Sindicato e Freudenberg iniciam negociação sobre pacote de benefícios a funcionários

Sindicato e Freudenberg iniciam negociação sobre pacote de benefícios a funcionários
Fábrica instalada em Diadema desde 1976 emprega 350 trabalhadores. Foto: Arquivo

Diretores da Freudenberg-NOK e do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Artefatos de Borracha, Pneumáticos e Afins da Grande São Paulo (Sintrabor) reuniram-se pela primeira vez nesta segunda-feira (7) desde o anúncio feito pela empresa, na última sexta-feira, do fechamento da fábrica de Diadema até outubro de 2020.

O encontro teve como objetivo estabelecer um calendário de reuniões a fim de negociar um pacote de benefícios para os cerca de 350 funcionários que perderão seus empregos com o encerramento das atividades.

Sindicato e trabalhadores foram comunicados na última sexta-feira da decisão da empresa, que produz retentores, o-rings e vedações para os setores industrial e automotivo (montadoras e mercado de reposição).

Em nota, a Freudenberg-NOK argumenta que os investimentos realizados no país nos últimos anos não geraram o retorno necessário e informa que a produção local será substituída por importações. Também nega que pro­blemas de curto prazo te­nham motivado a decisão, atribuída a um “reposi­cionamento estratégico”.

O presidente do Sintrabor, Marcio Ferreira, afirmou ao Diário Regional que foi surpreendido pelo  anúncio e que a Freudenberg-NOK não deu sinais de que passava por dificuldades.

“Em nossa opinião, o fechamento reflete, de um lado, a estratégia da matriz da empresa de produzir em outros países com objetivo de maximizar resultados e, de outro, a inoperância e incapacidade do governo federal de propor políticas de incentivo ao setor produtivo brasileiro”, afirmou Ferreira.

A Freudenberg-NOK informou que a transferência da produção co­meça imediatamente e será concluída em outubro de 2020, quando o fornecimento da li­nha de produtos atualmente fabri­cada em Diadema “passará a ser feito a partir das mais de 60 plantas da empresa loca­lizadas ao redor do mundo”.

O desligamento dos trabalhadores, por sua vez, ocorrerá a partir do segundo trimestre de 2020. “Os colaboradores serão informados com, no mínimo, 30 dias de antecedência, conforme legislação vigente”, disse a empresa, que prometeu oferecer um “Plano de Demissão Incen­tivada (PDI) e pacote de benefícios abrangente”.

O Sintrabor deve convocar os trabalhadores da Freudenberg-NOK para uma assembleia, a ser realizada ainda nesta semana. “O ideal, para o sindicato, é a permanência da empresa em Diadema, mas a reversão dessa decisão parece difícil. O importante é que foi aberto um canal de diálogo. Vamos ouvir a Freudenberg e o que tem a oferecer, e conversar com os funcionários”, disse Ferreira.

O sindicato entende que não há urgência para a conclusão das negociações, uma vez que, segundo a empresa, a restruturação será gradual e não haverá desligamento imediato de funcionários.

A empresa integra o Gru­po Freudenberg, que emprega 1,3 mil trabalhadores em oito fábricas no Brasil. No ano passado, o grupo registrou vendas de R$ 874 milhões no país.

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