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Sindema se prepara para negociação e vê ‘cenário difícil’

Neno: “na pauta econômica, nosso ponto de partida é a reposição da inflação”. Foto: Eberly LaurindoO Sindicato dos Funcionários Públicos de Diadema (Sindema) realizará nos próximos dias reuniões para começar a debater a pauta de reivindicações da campanha salarial 2017. Com data base em março, a categoria avalia que as negociações se darão em cenário difícil. “Não é um momento fácil, mas também nada muito diferente do que foram os últimos dez anos”, declarou o presidente do sindicato, José Aparecido da Silva, o Neno.

“Na pauta econômica, nosso ponto de partida é a reposição da inflação. A defasagem de anos anteriores, a gente espera que seja coberta com aumento real, além dos reajustes nos benefícios, como vale-alimentação, vale-refeição e o subsídio do convênio médico”, relatou. “Estamos cientes com relação à situação da cidade e do país. Porém, apesar das dificuldades, da prefeitura estar no limite da folha há anos, as perspectivas para o início do ano são um alento, com menos inflação e algum avanço no PIB (Produto Interno Bruto)”, completou.

O limite ao qual Neno se refere é o limite máximo que as administrações podem gastar com as folhas de pagamento, 54% do total das receitas correntes líquidas. De acordo com informações da prefeitura, de janeiro a dezembro de 2016, os gastos já atingem 50,84%, acima do limite de alerta, que é 48,60%, e próximo do limite prudencial, que é 51,30%.

O prefeito Lauro Michels (PV) justificou que o gasto está no limite há muitos anos e que isso foi herdado de gestões passadas. “Assumi a prefeitura assim, é uma questão histórica”, afirmou. “Estamos finalizando os estudos, provavelmente a inflação está garantida. Todos os anos paguei (a reposição da inflação), não seria este que não ia pagar”, completou.

O chefe do Executivo declarou, ainda, que se for preciso, pretende negociar o reajuste de forma parcelada, como já foi feito em anos anteriores. “É uma questão de confiança. Provei que podem confiar em mim, que sou um bom gestor para pagar salário. Uma coisa que não pode fazer é ficar sem salário dos funcionários”, finalizou.

Para Neno, o parcelamento é positivo, desde que seja feito nos moldes do acordo de 2016, em que a reposição da inflação de 10,20% foi feita em três parcelas. Em 2015, a reposição de 7,89% ficou condicionada à recuperação na receita, o que não se confirmou, e uma parte acabou sendo paga apenas no ano seguinte. “Se o prefeito coloca que vai se esforçar como foi em 2016, a gente vê como uma coisa muito positiva. Porém, tem de ser como foi ano passado, com projeto de lei, para não termos surpresas”, destacou o sindicalista.

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