Arte & Lazer, Música

SIM São Paulo se reformula e cria plataforma de conteúdo

SIM São Paulo se reformula e cria plataforma de conteúdo
SIM São Paulo 2017: agora, em meio à pandemia, programação será toda virtual. Foto: Arquivo

A Semana Internacional de Música (SIM São Paulo) tinha planos de crescer e mudar-se para um espaço maior em 2020 – do Centro Cultural São Paulo, onde o evento ocorre desde 2013, para o Memorial da América Latina, palco de shows e festivais importante da Capital paulista. A pandemia, porém, atravessou a organização e, como evento em que a inovação ocupa parte importante de sua programação, a SIM acelerou o processo de transformação, virou plataforma de conteúdo e está lançando, na próxima semana, uma rede social.

A programação desta oitava edição do evento, toda virtual, terá duração de mais de 30 dias, entre 3 de novembro e 6 de dezembro de 2020, com mais de 70 palestras, workshops, painéis e 300 showscases de artistas. A programação ainda não está fechada.

“O mercado cultural, e o da música em especial, foi o primeiro a parar por conta da pandemia”, lembra a diretora da SIM São Paulo, Fabiana Batistela. “Vai ser o último setor a voltar. Tem muita gente com dificuldades, sem receber nada. Todas as casas de shows pararam, a maioria dos festivais não aconteceu. O que queremos então é dar opções de acesso para as pessoas.”

Para Fabiana, o mercado da música atravessa crise pior do que a provocada pela pirataria, no início dos anos 2000. “Nossa vantagem é que hoje já temos as ferramentas digitais. Então veio uma resposta emergencial, com as lives. Esse é um movimento que vai ficar e tende a melhorar”, exemplifica.

O novo site – que entra no ar na próxima segunda-feira (17) – é a base de tudo, segundo Batistela. O portal terá notícias diárias sobre o mercado da música do Brasil e do mundo, links para notícias produzidas por parceiros, espaço para comentários, produção e exibição de conteúdo exclusivo em vídeo, podcasts, e conexão com as atividades da SIM Transforma e do Data SIM, o instituto de pesquisas do evento.

O endereço será o www.simsaopaulo.com e o acesso é gratuito. As atividades serão comandadas por Zé Antonio Algodoal, jornalista e criador da banda Pin Ups.

A SIM Community é, segundo a produção da Semana Internacional de Música, uma “plataforma de conexão e negócios para profissionais da indústria musical, artistas, criativos, inovadores, transformadores do mundo todo”. Algo como um Linkedin específico para o mercado da música.

É no ambiente virtual que vai tomar lugar a programação da SIM 2020, mas a ideia da comunidade é se manter conectando profissionais, artistas e fãs o ano todo. Segundo a produção, na plataforma será possível o agendamento de reuniões, inscrição para sessões de pitch de startups, artistas e festivais, haverá espaço de exposição para marcas e empresas, programação de atividades semanais e “muita oportunidade de interação entre os membros da comunidade”.

O acesso ao ambiente digital custará R$ 15 por mês ou R$ 165 por ano, e os assinantes têm acesso a ingressos avulsos para as atividades da Sim São Paulo 2020.

PILARES

Inovação, informação, conexão e motivação: esses são os quatro pilares da Semana Internacional de Música (SIM São Paulo), segundo sua diretora, Fabiana Batistela. Foi ao redor deles que a produção pensou em como levar a SIM para o ambiente virtual.

“Conversamos muito para chegar em um formato que fosse a extensão da SIM. O que temos de melhor, tanto para os credenciados da indústria quanto para o fãs? Acredito que seja o conteúdo inovador, muita informação e conhecimento, a possibilidade de conexão, novas parcerias e novos negócios. Porém, tem outro ponto: a motivação. Não à toa o evento sempre foi realizado no final do ano. Era uma ideia para que os profissionais se enchessem de energia para o ano seguinte”, explica a diretora.

Fabiana diz que já era um plano tentar migrar ainda mais para a internet, mas a pandemia deu um empurrão nesse sentido. “Então chegamos nesse formato de plataforma: a SIM não é mais um evento, mas uma plataforma de conexão e conteúdo de música.”

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