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Setor automotivo puxa alta de 15,4% nas exportações da região neste ano

Volkswagen registrou aumento de 52% nas exportações nos primeiros sete meses deste ano. Foto: Divulgação/VWAs exportações de empresas do ABC somaram US$ 3,06 bilhões nos sete primeiros meses deste ano, montante 15,4% superior ao embarcado no mesmo período de 2016, segundo dados do Ministério da Indústria, Comér­cio Exterior e Serviços (MDIC).

Melhor para o período des­de 2013, o resultado foi puxado pelo setor automotivo. Sede de seis montadoras (Volkswagen, Ge­neral Motors, Ford, Scania, Mercedes-Benz e Toyota) e de imenso parque de produção de autopeças, o ABC tem nas vendas de veículos e componentes automotivos sua principal pauta exportadora.

De janeiro a julho, as vendas externas do setor somaram US$ 2,15 bilhões, o que representa 70,2% do total enviado a outros países pelos sete municípios.
Os embarques de automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus oriundos de São Bernardo e São Caetano somaram US$ 1,37 bilhão no período, com aumento de 22,9% an­te ao apurado nos primeiros sete meses de 2016.

Na mesma comparação, o envio de autopeças avançou 11,7%, para US$ 781 milhões.

As montadoras têm apostado nas exportações para driblar a crise no mercado interno e, com isso, nunca enviaram tantos veículos para o exterior quanto neste ano.

A Volkswagen, por exemplo, registrou aumento de 52% nas exportações nos primeiros sete meses deste ano em relação ao mesmo período de 2016. Os países que mais receberam veículos da marca foram Argentina e México.

“Há enorme potencial a ser explorado nos países da América do Sul, Central e Caribe. Nossa expectativa para 2017 é de aumentar em 50% nossas exportações”, afirmou em nota o presidente da Volks do Brasil e América do Sul, David Powels.

Em julho, os embarques de empresas do ABC somaram US$ 485,1 milhões, montante 27,6% superior ao registrado pelo MDIC no mesmo mês do ano passado.
Importações

As importações do ABC também cresceram, mas em maior magnitude. A região comprou US$ 2,19 bilhões no exterior no período de janeiro a julho, montante 19,2% superior ao apurado no mesmo intervalo de 2016.

Como resultado, a balança comercial da região ficou positiva (com exportações maiores do que as importações) em US$ 871 milhões.

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