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Sessão da CPI da Merenda tem tumulto e spray de pimenta

Em sessão tumultuada da CPI da Merenda na Assembleia Legislativa de São Paulo, o presidente da Casa, Fernando Capez (PSDB), disse que os deputados devem investigar mais contratos de merenda do governo de Geraldo Alckmin, seu correligionário. “Cadê o superfaturamento que existe dos grandes fornecedores da merenda? A merenda seca? Por que não se apura toda a merenda?”, disse Capez em coletiva após a CPI, repetindo o que já havia dito durante a sessão.

Capez é investigado pela Operação Alba Branca, deflagrada em janeiro para apurar um suposto esquema de fraudes e pagamentos de propina na compra de suco de laranja da Coaf (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar). A merenda seca fornecida pelo governo, a que se referiu Capez, foi o que motivou a abertura de uma apuração do Tribunal de Contas do Estado que apontou uma série de problemas nas refeições das escolas estaduais.

A fala do tucano sinalizou uma tentativa de sair do foco da apuração e passá-lo para o Executivo. Capez voltou a negar participação no esquema da Coaf. “Não recebi um centavo dessa cooperativa nem de nenhuma cooperativa, nem diretamente nem por interpostas pessoas”, afirmou.

Questionado sobre a suposta demora na investigação do escândalo pelo Ministério Público paulista, Capez insinuou que a morosidade tem como objetivo prejudicá-lo.

A sessão da CPI, que estava marcada para as 9h, atrasou após confusão entre estudantes secundaristas e policiais. Os alunos pediam para assistir à sessão da CPI e bloquearam o acesso ao plenário. Policiais militares usaram spray de pimenta para dispersá-los.

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