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Serra vai leiloar 141 carros oficiais e prevê arrecadar R$ 1 milhão

Para equacionar finanças, Paulo Serra decidiu leiloar veículos utilizados pelo prefeito,vice e secretários. Foto: Júlio Bastos/PSA

O prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), anunciou ontem (27), durante visita à garagem da Secretaria de Mobilidade Urbana, Obras e Serviços Públicos, no Jardim Las Vegas, que fará o leilão, por enquanto, de 141 carros oficiais, incluindo os que atendiam o chefe do Executivo, vice e secretários.

A medida, que integra pacote de ações visando equacionar as finanças do município, não afetará os veículos operacionais, como os da Guarda Civil Municipal (GCM) e Departamento de Engenharia de Tráfego, por exemplo. A expectativa é arrecadar R$ 1 milhão com o leilão e gerar economia de R$ 3 milhões aos cofres públicos com a medida. Recursos serão utilizados na aquisição de novas viaturas para a GCM.

Paulo Serra destacou que os veículos que têm características de atender o secretariado, prefeito e vice deixam de existir. “Vivemos uma nova realidade, em que precisamos enxugar a máquina para recuperar a saúde financeira do município. Nem prefeito, nem vice, nem secretários, diretoria e gabinete terão carro oficial à sua disposição”, afirmou.

A expectativa da administração municipal é de que nos próximos dias seja publicado edital de concorrência para contratação de um leiloeiro e em até 60 dias realizar a venda.

Dentre os veículos que serão disponibilizados, existem carregadeira de pneus, retroescavadeira e tratores. A idade média destes veículos, segundo apurou a administração é de 22,3 anos. Já dos automóveis é de 8,9 anos. “Estamos com uma situação delicada, que exige a nossa atenção. Uma frota velha e sucateada não pode continuar a rodar pelas ruas ou simplesmente ficar parada nesta garagem”, destacou o prefeito.

Austeridade

Para equacionar os problemas financeiros da prefeitura, cuja dívida, segundo a administração municipal, chega a R$ 308 milhões, Paulo Serra já anunciou o corte de cargos e o congelamento dos débitos por 90 dias. Também estabeleceu o contingenciamento de 60% do orçamento do município, sendo 25% por conta da diferença entre o valor real e o enviado à Câmara e 35% por conta da dívida herdada da gestão anterior.

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