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Sérgio Cabral poupa mulher e diz ter feito uso pessoal de caixa dois

Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo chegam à sede da PF em Curitiba. Foto: Paulo Lisboa/Brazil Photo Press/FolhapressO ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) afirmou que usou “sobras de caixa dois” de campanhas eleitorais para adquirir bens pessoais. Em depoimento ao juiz Sérgio Moro nesta quinta (27), Cabral eximiu a mulher, Adriana Ancelmo, de responsabilidade pelas compras.

Em seu primeiro depoimento em processos da Operação Lava Jato, Cabral negou ter recebido propina pela construção do Comperj, como delatado por executivos da Andrade Gutierrez. Contudo, disse ter usado dinheiro que sobrou de caixa dois eleitoral para comprar bens pessoais. A denúncia descreve gastos com móveis, itens de decoração e vestidos e ternos para o casal.

“Não posso negar uso de caixa dois e uso de sobras de campanha de recursos. Em função de eu ter sido um político sempre com desempenho eleitoral muito forte no Estado, o financiamento acontecia… Esses fatos são reais”, afirmou, ao explicar a origem dos recursos para adquirir bens pessoais.

Em todo o seu depoimento, o peemedebista declarou ter sido o único responsável pelas compras de bens pessoais e eximiu sua mulher da responsabilidade. “Minha mulher não tem responsabilidade sobre esses gastos. Me sinto indignado com o nome dela vinculado a esses fatos”, afirmou.

A ex-primeira-dama seguiu a mesma linha, ao dizer que “esses pagamentos seriam realizados conforme conviesse ao Sérgio”. Em depoimento a Moro, Adriana disse que era responsável pela escolha de “tudo o que era pertinente à casa e aos filhos”, mas que encaminhava as despesas à secretária de Cabral.

As quitações desses débitos, segundo a denúncia, eram feitas de forma fracionada, em quantias menores que R$ 10 mil, para dissimular ou ocultar as compras.

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