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‘Serei o embaixador mais cobrado do mundo’, diz Eduardo Bolsonaro

‘Serei o embaixador mais cobrado do mundo’, afirma Eduardo Bolsonaro
‘Serei o embaixador mais cobrado do mundo’, diz Eduardo Bolsonaro. Foto: Arquivo

Com resistências no Senado, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) busca apoio de empresários e até de autoridades diplomáticas de países com representação no Brasil para endossar sua indicação ao posto de embaixador em Washington.

Na quinta-feira, 8, o governo americano emitiu o “agrément” ao nome de Eduardo – uma espécie de concordância ao nome do indicado. A expectativa é que o presidente Jair Bolsonaro encaminhe na próxima semana a indicação formal para votação no Senado.

“Independente da resposta que vier, sendo positiva ou negativa, eu vou aceitar. Caso positiva, irei para os EUA sabendo da responsabilidade. Sabendo que eu serei, provavelmente, o embaixador mais cobrado do mundo”, disse ele ontem. Para Bolsonaro, se o filho não estiver “preparado”, pode ser “reprovado” pelos senadores.

O parlamentar vai se reunir na próxima segunda-feira com 20 empresários ligados à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em um jantar organizado pelo presidente da entidade, Paulo Skaf. No encontro, antecipado pela Coluna do Estadão, o parlamentar avisou a Skaf que quer “mais ouvir do que falar”.

No final do mês passado, o secretário de Comércio Exterior dos Estados Unidos, Wilbur Ross, esteve na entidade e discutiu a possibilidade de novos acordos bilaterais entre os dois países. A conversa servirá de base para o encontro dos empresários com Eduardo Bolsonaro. A Fiesp também quer uma atuação mais incisiva do Brasil para atrair companhias americanas ligadas à área de infraestrutura.

Outro ponto de questionamento ao parlamentar é a construção de um acordo de livre-comércio entre Brasil e Estados Unidos, que poderia ser feito por meio do Mercosul ou bilateralmente. A entidade é favorável, mas acha que é necessária a inclusão de tarifas em alguns setores.

Além de empresários, o deputado voltou a circular nas rodas diplomáticas em Brasília. Anteontem, participou de evento na embaixada do Peru, onde recebeu apoio informal de representações diplomáticas de países vizinhos, como a Argentina.

Na segunda-feira, o parlamentar se reuniu com o chanceler Ernesto Araújo e com senador Chico Rodrigues (DEM-RR) para definir detalhes da chegada da indicação oficial do seu nome.

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