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Semelhante à covid 19, Vírus Sincical Respiratório exige atenção na primeira fase da vida

Com sintomas semelhantes ao de um resfriado, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é considerado pela classe médica o patógeno mais comum entre os prematuros. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, o VSR é responsável por uma série de complicações na primeira fase da vida, e  por 50% a 80% de todas as hospitalizações com quadro de bronquiolite e por cerca de até 200 mil óbitos em crianças com menos de dois anos, em todo o mundo. Além disso, o vírus também é apontado como principal causa de reinternações dos bebês, por complicações pulmonares.

A infecção respiratória viral é uma realidade muito comum em recém nascidos e crianças de até dois anos. Segundo a OMS, Rinovírus, Parainfluenza vírus, Metapneumo vírus, Influenza vírus, Adenovírus, Coronavírus e Bocavírus humano também integram a lista de doenças que acometem os pequeninos nesta etapa da vida e a prematuridade é o fator principal para o agravamento das infecções. “Quanto mais novo for o paciente, maiores os riscos de agravamento da doença causada pelo VSR”, explica a  pediatra Talita Cordeschi Correa, do Grupo Sabin Medicina Diagnóstica.

Segundo a especialista, estudos clínicos mostram que bebês – de até seis meses de vida – e crianças com quadros de doença pulmonar crônica e/ou cardiopatias compõem o grupo de maior risco para desenvolver o quadro mais grave da doença, que promove uma série de malefícios a longo prazo, como piora da função pulmonar, hipertensão pulmonar e associação com outras infecções e crises de broncoespamos, pode levar a déficit no crescimento linear, entre outros.

A médica enfatiza que o Vírus Sincicial Respiratório é muito frequente e acomete o trato respiratório de crianças, principalmente aquelas de até dois anos de idade. “Os sintomas são semelhantes ao da gripe e os cuidados que já adotamos em nossas rotinas contra a COVID-19 também são aliados contra o VSR. Lavar bem as mãos (as suas e as da criança); evitar aglomerações com os pequeninos; evitar contato com pessoas que apresentam algum sintoma respiratório; manter uma rotina atualizada de vacinação e, principalmente, amamentar. Este, é sem sombra de dúvidas, fator determinante nesta jornada”, explica a pediatra.

A médica reitera que este gesto de carinho fortalece o sistema imunológico e ajuda o organismo dos recém nascidos na prevenção e combate ao vírus. “É fundamental incentivar o aleitamento materno. É um ato único e que auxilia também no desenvolvimento neurológico da criança, sendo de grande importância no desfecho cognitivo da criança”, afirma.

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